Com lucro líquido de R$ 156,5 milhões no 1S25 (+23% a/a) e R$ 83,0 milhões no 2T25 (+13% t/t; +30% a/a), o Banco Pine elevou o ROAE a 26,2%, sustentado por NIM de 5,3%, ganho de eficiência (32,4%) e expansão do crédito (R$ 15,6 bi). A estreia do consignado privado em abril já origina R$ 2,3 bi no 2T, com cross-sell de seguros, enquanto o atacado acelera mesas e estruturadas. Esse desempenho também sustenta a continuidade da política de retorno, refletida na distribuição recorde de JCP aprovada em julho e reforçada por recompra e proventos de R$ 66,7 milhões no semestre.

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Do lado do balanço, o funding atingiu R$ 20,2 bilhões, diversificado em securitizações, LFs e compromissadas; o Patrimônio de Referência chegou a R$ 1,9 bilhão e o Índice de Basileia ficou em 14,1%, apoiando a aceleração do crédito consignado (público e privado) e o avanço no corporativo. Essa robustez de capital é coerente com a estratégia de reforço de capital recente e ajuda a explicar a capacidade de crescimento com controle de risco — movimento que ganhou tração com o aumento de capital decorrente do exercício de bônus em junho e precedeu o duplo upgrade de rating em dez/24.

No topo da receita, a margem financeira líquida somou R$ 379,7 milhões no 1S25 (+45,7% a/a), mesmo com efeitos da Resolução CMN 4.966; as despesas com provisões, perdas esperadas e recuperações totalizaram R$ 102,1 milhões. Em receitas de serviços, a Mesa de Clientes transacionou R$ 29,2 bilhões (câmbio + derivativos) e o banco estruturou R$ 3 bilhões no semestre, enquanto as investidas (AmigoZ, BYX e Pine Capital/BORE11) ampliaram originação e monitoramento. A entrega reforça a narrativa de diversificação e eficiência e dá sequência ao cronograma de divulgação do 2T25 que já vinha mobilizando o mercado, agora complementada pelo programa de IA voltado a produtividade, governança de dados e gestão de riscos.

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