A Rumo Logística atualizou sua estratégia comercial e de projetos nesta sexta-feira, 5/9/2025, destacando que a Ferrovia do Mato Grosso (FMT) – Fase 01 está 67% concluída (162 km, 40 milhões de m³ de terra e um terminal de transbordo de 10 mi t), com execução on schedule e on budget. No front comercial, a tarifa nominal em Rondonópolis foi de R$ 277/t no 1T25 e R$ 246/t no 2T25; o NBA Realizado ficou em R$ 252/t e R$ 244/t, respectivamente. Em 2025, a sazonalidade das exportações aliviou a pressão logística após a deterioração dos fretes rodoviários em 2024; o spread rodoviário em Sorriso foi de R$ 76/t em 2020-21, R$ 117/t em 2022, R$ 105/t em 2023, R$ 90/t em 2024 e R$ 117/t em 2025 YTD (estimativa de R$ 135/t). No pricing, a Rumo afirma que o corredor Rumo–Santos é líder em competitividade de custos, apoiado por modelagem proprietária e pelo Rumo Advanced Analytics (Machine Learning) que projeta preços a partir de +2,1 milhões de dados desde 2018, comparando modais e fretes marítimos. Para Xangai, os fretes médios informados foram de US$ 33,89/t a partir de Itaqui e US$ 30,31/t a partir de Santos. Em carga geral, a Operação Norte somou 21,0 mi t no LTM (18,5 mi t em 2024 e 16,4 mi t em 2023; CAGR 7%), com contratos take or pay, coinvestimentos e preços indexados. A empresa mapeia potencial adicional de +8–9 mi t com novas fábricas no MS, +6–8 mi t com etanol de milho e +3–4 mi t com um novo terminal em Santos. O portfólio inclui obras na Malha Paulista e na FIPS (passarelas, viadutos, pátios, redução de singelas e modernização), além do TMS em JV com a CHS (9 mi t/ano em grãos e 3,5 mi t/ano em fertilizantes), contrato de 30 anos com a DP World e perfil de TUP. A companhia reforça execução on budget/on schedule e lembra que a capacidade do sistema é ditada pelo ponto de maior restrição entre terminais, malha, porto e material rodante.

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Este movimento consolida a reorientação corporativa que reduziu complexidade e direcionou o foco para os corredores mais rentáveis. A disciplina de capital e a execução na FMT ganham tração desde a conclusão da incorporação da Malha Norte sem exercício de recesso, que simplificou a governança e permitiu acelerar CAPEX crítico na Operação Norte. Com uma estrutura unificada, a Rumo consegue coordenar obras na via permanente, ajustes de pátio e expansão portuária com o desenho comercial de longo prazo (take or pay, indexadores a inflação/combustível) e um pricing suportado por Advanced Analytics, mantendo o corredor Santos como referência de custo total ao cliente — inclusive quando o frete marítimo favorece essa rota frente a alternativas como Itaqui.

Na sequência, a empresa encerrou o back office da reorganização com o leilão das frações remanescentes que fechou a etapa da reorganização societária, estabilidade que reforça previsibilidade para a base de acionistas e libera a gestão para capturar volumes crescentes. Essa etapa é particularmente relevante para sincronizar o cronograma de obras (Malha Paulista, FIPS e TMS) com a janela de escoamento da safra e com a expansão da demanda mapeada — novas fábricas no MS, usinas de etanol de milho e capacidade adicional em Santos — reduzindo gargalos no ponto de maior restrição do sistema. Ao alinhar investimentos na ferrovia e no porto, a companhia sustenta o posicionamento de custo do corredor e a elasticidade comercial para atravessar ciclos de frete rodoviário, como os observados entre 2024 e 2025.

Operacionalmente, os números e a cadência de execução dialogam com os resultados do 2T25 que consolidaram a simplificação corporativa: lucro ajustado estável, EBITDA em alta, alavancagem de 1,8x e investimentos de R$ 1,395 bi no trimestre, dos quais R$ 468 mi destinados à extensão no Mato Grosso. O avanço de 67% da FMT materializa essa alocação e pavimenta a captura de volumes projetados — com a produção de soja e milho no Mato Grosso estimada em 145 mi t em 2034 (vs. 107 mi t em 2025) — enquanto a expansão de carga geral na Operação Norte (21,0 mi t no LTM) diversifica a base e reduz volatilidade de receita. Em paralelo, a gestão de preços baseada em dados (NBA e tarifas de Rondonópolis) combina fatores estruturais e conjunturais, reforçando a liderança de custo do corredor Santos mesmo sob variações de frete marítimo e rodoviário, e sustentando contratos de longo prazo com indexadores que protegem margem ao longo do ciclo.

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