A Marcopolo (POMO3, POMO4) registrou lucro líquido de R$ 321,1 milhões no segundo trimestre de 2025, alta expressiva de 28% ante os R$ 250,9 milhões do mesmo período de 2024. O resultado superou as expectativas e reflete a estratégia de expansão internacional da fabricante de ônibus, que manteve margem líquida robusta de 13,9% e ROIC de 26,1%.

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A receita líquida totalizou R$ 2,305 bilhões no 2T25, crescimento significativo de 17,8% comparado ao ano anterior. O destaque ficou por conta das operações internacionais, que dispararam 49,6% e atingiram R$ 742 milhões, enquanto as exportações avançaram 22,4% para R$ 249,4 milhões. Este desempenho internacional robusto pode explicar o crescente interesse de gestoras internacionais como a LarrainVial, que adquiriu 5,69% das ações preferenciais exatamente durante este período de forte expansão global. No mercado doméstico, a receita cresceu 4,5% apesar do cenário desafiador de financiamento.

A companhia produziu 3.800 unidades no trimestre, com destaque para a entrega de 15 ônibus elétricos Attivis no Brasil, sinalizando avanços na eletrificação da frota. O segmento rodoviário representa 39,4% da receita, enquanto urbanos respondem por 19,6% e a linha Volare por 25,5%. A margem EBITDA atingiu 17,3%, totalizando R$ 398,3 milhões.

As operações internacionais mostram desempenho consistente, com Argentina mantendo bom volume em rodoviários de maior valor agregado e Austrália sustentando carteira sólida incluindo veículos elétricos. A dívida líquida industrial permanece controlada em 0,1x o EBITDA, garantindo flexibilidade financeira para novos investimentos em automação e desenvolvimento de produtos. Esta solidez financeira combinada com o crescimento acelerado justifica a decisão da Alaska Investimentos de elevar sua participação para 20,05%, consolidando-se como maior acionista em um momento de resultados excepcionais que validam a estratégia de expansão internacional da companhia.

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