Na terça-feira, 26 de agosto de 2025, a Sabesp (SBSP3) comunicou a publicação, no Diário Oficial do Estado, da Deliberação ARSESP nº 1.703/25, que altera a Deliberação nº 1.621/24, e a aprovação da Deliberação ARSESP nº 1.704/25, que estabelece, em caráter excepcional e temporário, um regime de prevenção e contingência para o abastecimento de água na Região Metropolitana de São Paulo. O movimento dá continuidade ao comunicado de 12/12/2024 e sinaliza gestão preventiva de risco hídrico em pleno período seco do ano.

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Além do mérito regulatório, a forma do anúncio reforça a coerência de governança: ao reiterar que manterá o mercado informado sobre desdobramentos, a companhia dá sequência ao reforço dos canais oficiais de Fatos Relevantes e RI, ampliado recentemente para reduzir assimetrias de informação e garantir previsibilidade na divulgação de marcos regulatórios, financeiros e operacionais. Em ciclos de estiagem, comunicação tempestiva e rastreável se torna um ativo para investidores que monitoram impactos potenciais sobre demanda, operação e guidance.

Estratégica e operacionalmente, um regime de prevenção e contingência dialoga diretamente com a vertente de eficiência e controle de perdas — chave para atravessar janelas de menor afluência sem comprometer a continuidade do serviço. Desde agosto, a companhia vem materializando essa agenda com tecnologia de telemetria e automação em larga escala, por meio do contrato de R$ 3,8 bilhões para medição inteligente (NB-IoT). Ao elevar a visibilidade sobre pressões, vazões e consumos, a Sabesp aumenta a capacidade de resposta em tempo real, reduz perdas aparentes e reais e ganha precisão para calibrar medidas preventivas previstas em eventuais protocolos de contingência, mitigar impactos operacionais e proteger margens.

Do lado dos indicadores, a empresa tem mostrado tração na expansão de ligações e disponibilidade, sustentando a universalização antecipada. A atualização de julho do Fator-U, com overdelivery em água, evidencia que a frente de abastecimento segue adiantada, enquanto esgoto avança próximo ao cronograma e tratamento exige ramp-up. Esse balanço operacional ajuda a entender a lógica do regime preventivo: ao mesmo tempo em que expande a base de economias, a companhia precisa preservar resiliência do sistema e a qualidade do atendimento, sobretudo em meses historicamente mais secos, calibrando obras, perdas e demanda.

Por fim, prevenção regulatória funciona melhor quando lastreada por funding de longo prazo para projetos “azuis” e infraestrutura crítica (adutoras, automação, redundância e qualidade). Nessa frente, a Sabesp vem ancorando a execução com captações temáticas, como a emissão de US$ 500 milhões em Blue Bonds, direcionada a iniciativas de uso eficiente da água e esgotamento. Ao conectar arcabouço regulatório, eficiência tecnológica e financiamento sustentável, a companhia costura uma narrativa de resiliência operacional que tende a reduzir volatilidade em períodos de estresse hídrico e dar continuidade ao plano de universalização até 2029.

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