A Sabesp atualizou as metas do Fator-U referentes a julho/2025 e reforçou a transparência com publicação mensal dos indicadores, conforme deliberado na AGO/E de 29/04. No acumulado de 2024-2025, as Novas Economias de Água (ICA) somam 513.176 (118% da meta do ano 1), as Novas Economias de Esgoto (ICE) totalizam 545.222 (93%) e as Economias para Tratamento de Esgoto (IEC) chegam a 661.731 (64%). O desempenho evidencia que a frente de água está adiantada, a de esgoto segue próxima do cronograma e o tratamento ainda exige ramp-up de obras mais complexas. O anúncio está alinhado ao plano de mais de R$ 60 bilhões até 2029, eixo central da estratégia de universalização antecipada sob um modelo regulatório que incentiva eficiência e dá previsibilidade ao investimento.

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Na prática, o Fator-U é o termômetro da entrega de universalização: mede a velocidade de inclusão de novas economias e a expansão da capacidade de tratamento. O “overdelivery” em água já no ano 1 e a tração em esgoto dão continuidade à aceleração observada após a privatização, quando a companhia estruturou um grande pipeline de obras, aumentou o ritmo de implantação de redes e fortaleceu a governança de execução. Esse movimento ficou evidente nos marcos operacionais expressivos registrados no primeiro ano pós-privatização, com backlog robusto, investimentos acelerados e indicadores de universalização que já haviam superado 100% em água e avançavam em esgoto, preparando a base para as metas seguintes de coleta e tratamento.

Por trás dos números, a engenharia da entrega combina expansão de rede com uma agenda de eficiência voltada a reduzir perdas e acelerar a ativação de economias. A digitalização da medição, a automação operacional e a conectividade permitem priorizar áreas críticas, encurtar ciclos de resposta e sustentar o ganho de escala. O passo mais emblemático dessa vertente foi o contrato de R$ 3,8 bilhões com a Telefônica para medição inteligente (NB-IoT), peça-chave para diminuir perdas aparentes e reais, melhorar a acurácia de faturamento e liberar capacidade para novas ligações — fatores que tendem a sustentar a performance do ICA e a pavimentar ganhos no ICE e no IEC ao longo do ciclo.

Já a etapa de tratamento — estruturalmente mais intensiva em capital, licenças e prazos — requer funding resiliente para manter o cronograma. Nesse sentido, a companhia vem diversificando fontes e alongando perfil de dívida, direcionando recursos para projetos elegíveis que ampliam a capacidade de esgotamento e tratamento, como os ligados ao Integra Tietê. Um marco dessa estratégia foi a emissão de US$ 500 milhões em Blue Bonds, que reforça o caixa para iniciativas “azuis” e dá lastro financeiro à rampa do IEC. Com atualização mensal do Fator-U e metas claras por frente (água, esgoto e tratamento), a gestão sinaliza execução disciplinada e governança de dados para acompanhar a trajetória rumo à universalização em 2029.

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