A Klabin concluiu em 21 de agosto de 2025 o bookbuilding da 1ª emissão de CPR-Fs em duas séries, totalizando R$ 1,5 bilhão. A Primeira Série saiu a 95,50% do DI e a Segunda Série a 7,1596% ao ano (base 252), sob registro automático da Resolução CVM 160, com enquadramento como Emissor Frequente de Renda Fixa e rating AAA da Fitch. Sem excesso de demanda superior a um terço, houve possibilidade de alocação a pessoas vinculadas. O fechamento encerra o cronograma iniciado com a reapresentação da oferta de R$ 1,5 bilhão em CPR-F com rating AAA.
Na comparação com os parâmetros indicados no anúncio original, o resultado de precificação reforça disciplina e aderência ao guidance. A Primeira Série manteve o teto de 95,50% do DI, enquanto a Segunda Série foi definida em 7,1596% ao ano, acima do piso indicado. A conclusão ocorreu com aditamento formal refletindo o bookbuilding e confirmou a agilidade do rito automático, além da observância das condições do artigo 56 quanto à alocação. Esse desfecho dialoga diretamente com a aprovação da emissão em julho com parâmetros de 95,50% do DI e IPCA+ (mínimo de 6,90% ao ano), mostrando consistência entre a estrutura pretendida e o preço final obtido.
Ao travar a curva nos vértices de 7 e 10 anos, a companhia alonga passivos, combina indexadores (DI e taxa real) e preserva liquidez, enquanto consolida uma arquitetura de funding que complementa o pilar de coinvestimentos florestais. Essa coordenação entre mercado de capitais e monetização via SPEs reduz a necessidade de capital próprio, sustenta a desalavancagem e dá previsibilidade ao cronograma de aportes operacionais. Nesse contexto, a oferta de CPR-Fs caminha em paralelo aos aportes adicionais de R$ 1,2 bilhão no Projeto Plateau com BTG Pactual TIG e BCI, reforçando a estratégia de diversificação de fontes e otimização de ROIC até o 4º trimestre de 2025.
Para o investidor, a combinação de rating AAA, enquadramento como Emissor Frequente e registro automático implica padronização documental e execução célere, ainda que sem revisão prévia da CVM, o que exige diligência informacional suportada por materiais de oferta e governança de dados. Essa robustez de disclosure e o alinhamento entre funding, metas ASG e alocação de capital foram recentemente organizados em um repositório dedicado, como evidenciado pela publicação do Relatório de Finanças Sustentáveis de 2024, que integra instrumentos financeiros e facilita o acompanhamento de metas, performance e uso de recursos.







