Em 19 de agosto de 2025, a Klabin (KLBN3, KLBN4, KLBN11) informou ter celebrado acordos com o BTG Pactual Timberland Investment Group (TIG/TIMO) e com a British Columbia Investment Management Corporation (BCI), um dos maiores investidores institucionais do Canadá, para viabilizar aportes adicionais de R$ 1,2 bilhão nas SPEs do Projeto Plateau. Os recursos estão previstos para ocorrer até o fim do 4º trimestre de 2025, sujeitos a condições precedentes usuais e aprovações regulatórias. Com esses aportes, a companhia afirma que alcançará o montante de R$ 2,7 bilhões no âmbito do Plateau, em linha com a estrutura divulgada originalmente em outubro de 2024, reforçando disciplina na alocação de capital, redução da alavancagem e otimização do ROIC.

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Este anúncio é a continuidade natural do cronograma do Plateau: após o recebimento da primeira parcela e a sinalização de novos aportes no comunicado de 30 de junho sobre o recebimento de R$ 0,7 bilhão do Projeto Plateau, a entrada da BCI ao lado do BTG Pactual TIG amplia a base de capital e prepara o fechamento financeiro até o 4º tri de 2025. Ao condicionar os desembolsos a aprovações regulatórias e demais condições precedentes, a Klabin preserva governança, distribui riscos entre as SPEs e reforça a disciplina de alocação prometida nos Fatos Relevantes de outubro de 2024 e fevereiro de 2025, quando o montante-alvo de R$ 2,7 bilhões foi delineado. O passo também fortalece a mensagem de criação de valor sustentável para stakeholders, ao casar fontes de longo prazo com ativos florestais e horizonte de retorno compatível.

Além de reforçar o Plateau, a companhia vem replicando o modelo de monetização via veículos dedicados. O memorando de entendimentos assinado em 13 de agosto para novas SPEs florestais com aporte de R$ 600 milhões e 30 mil hectares mostra a evolução de uma tese asset-light: transformar parte do landbank em receitas previsíveis, reduzir a necessidade de capital próprio e acelerar crescimento em PR e SC. Em conjunto, os acordos diminuem a pressão sobre o balanço e aprimoram o ROIC ao alinhar prazos de investimentos florestais com capital de parceiros especializados. Esse desenho por SPEs também segrega riscos, encurta prazos de implementação e maximiza o valor econômico de áreas maduras, sem comprometer o plano industrial de papéis, celulose e embalagens.

No front de funding, a estratégia de diversificar fontes e alongar passivos se mantém ativa. A reapresentação da oferta de R$ 1,5 bilhão em CPR-F com rating AAA evidenciou a capacidade da Klabin de acessar instrumentos financeiros complementares às parcerias do Plateau, reduzindo custo médio de capital e preservando liquidez. A combinação entre captação via mercado e coinvestimentos em ativos florestais sustenta a agenda de desalavancagem e dá previsibilidade ao cronograma de aportes até o 4º trimestre de 2025, enquanto a empresa aguarda as aprovações regulatórias e avança na execução operacional do projeto.

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