Nesta sexta-feira, 15 de agosto de 2025, a Auren Energia informou a liquidação de duas emissões públicas de debêntures por suas controladas: a 3ª da Auren Participações, de R$ 1,15 bilhão com prazo de 12 anos e remuneração IPCA + 6,9164% a.a. (com tratamento da Lei 12.431) e swap que converte o custo para CDI - 0,90% a.a.; e a 14ª da CESP, de R$ 2,1 bilhões com prazo de 7 anos e remuneração CDI + 0,62% a.a. Ambas receberam rating AAA pela Fitch, reforçando a qualidade de crédito e a solidez financeira da companhia.
Este movimento dá continuidade à reorganização do passivo e ao alongamento do perfil de dívida, consolidando a disciplina financeira adotada desde o ano passado. Ele se conecta diretamente ao plano de liability management concluído em julho, quando a Auren viabilizou emissões para pré-pagar dívida de aquisição e financiar projetos, sinalizando uma gestão ativa de indexadores e prazos. Ao combinar uma emissão incentivada atrelada à inflação com swap para CDI e uma emissão a CDI na CESP, a companhia diversifica bases de investidores, reduz sensibilidade a choques inflacionários, melhora previsibilidade de custo e preserva flexibilidade para alocar capital em projetos prioritários, mantendo a estrutura de capital resiliente em diferentes cenários de mercado.
No 2º trimestre, a empresa já havia reforçado esse reposicionamento financeiro, com impacto visível no custo e duração da dívida, ao executar emissões de R$ 3,3 bilhões que alongaram o prazo médio da dívida para sete anos e reduziram o custo para CDI - 2,1%. Na mesma época, a Auren reportou EBITDA recorde trimestral e aceleração da desalavancagem para 4,8x Dívida Líquida/EBITDA no fim de junho, resultado do ganho de escala pós-integração, sinergias operacionais e maior geração de caixa. A nova rodada de captações agora liquidada aprofunda essa trajetória, reforçando duration, qualidade de crédito e coerência entre indexadores da dívida e a dinâmica de receitas, o que tende a reduzir volatilidade financeira e sustentar o ciclo de investimentos sem pressionar alavancagem.
Estratégicamente, a decisão está alinhada às duas prioridades definidas no Auren Day 2025: conclusão da integração com a AES Brasil e avanço na desalavancagem. Em um setor com menor sobra estrutural projetada, maior seletividade de projetos e volatilidade de preços, a combinação de passivo mais longo, custo otimizado e rating elevado posiciona a Auren para capturar oportunidades com disciplina de capital, mantendo o balanço preparado para ciclos de investimento e a execução de iniciativas de crescimento com menor risco financeiro.







