A Auren Energia (AURE3) registrou EBITDA ajustado de R$ 981 milhões no segundo trimestre de 2025, crescimento de 18% na comparação com o mesmo período do ano anterior em base proforma. O resultado representa o maior EBITDA trimestral da história da companhia e contribuiu para um semestre recorde de R$ 2,2 bilhões, alta de 40% ante o primeiro semestre de 2024, consolidando a trajetória de crescimento acelerado pós-integração.

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O forte desempenho operacional permitiu à companhia acelerar o processo de desalavancagem, com a relação dívida líquida sobre EBITDA ajustado caindo para 4,8x no final de junho, redução de 0,9x desde o quarto trimestre de 2024. A melhora foi impulsionada pelo crescimento consistente da geração de caixa e pela conclusão do processo de liability management anunciado em julho.

A geração dos ativos próprios da Auren atingiu 3,2 GW médios no trimestre, expansão de 15% ante o 2T24, beneficiada pela entrada em operação faseada dos complexos Jaíba, Tucano e Cajuína ao longo de 2024. A disponibilidade dos ativos eólicos adquiridos da AES Brasil evoluiu para 92% no trimestre, com meta de atingir 95% até dezembro, um ano antes do planejado inicial.

As sinergias operacionais com a aquisição da AES Brasil totalizaram R$ 55 milhões no segundo trimestre, em linha com a meta de R$ 250 milhões anuais. Desde o quarto trimestre de 2024, as sinergias acumuladas já somam R$ 154 milhões, concentradas principalmente na redução de custos de pessoal, materiais, serviços e otimização de contratos de operação e manutenção.

A companhia concluiu em julho novas emissões de debêntures no valor de R$ 3,3 bilhões para refinanciar dívidas de maior custo, alongando o prazo médio da dívida para sete anos e reduzindo o custo médio para CDI menos 2,1%. O processo de integração com a AES Brasil entra em sua fase final, com unificação do centro de operações e implementação do SAP unificado já concluídas. Os resultados demonstram que a empresa executou com sucesso as duas prioridades estratégicas definidas no Auren Day 2025: conclusão da integração com a AES Brasil e avanço na desalavancagem, materializando as projeções de transformação setorial apresentadas no evento corporativo. A robustez dos números foi alcançada mesmo durante o período de transição na liderança comercial, com a nomeação de João André Guillaumon Neto para comandar a estratégica área de Clientes e Comercialização.

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