A SYN Prop & Tech reportou lucro de R$ 16,6 milhões no 2T25, sustentado por melhora operacional e resultado financeiro positivo. A receita líquida ajustada foi de R$ 55,8 milhões e o NOI totalizou R$ 22,3 milhões. O desempenho reflete a menor exposição a shoppings após as transações de 2024: a Receita Recorrente somou R$ 60,8 milhões (-20,7% a/a), com queda de 38,4% em locações; ainda assim, o NOI same properties avançou 8,6% (edifícios +18,5% e galpões +90,7%). Com ocupação física e financeira de 95,2% (ex-Brasílio Machado) e SSS/SSR em alta (6,3%/8,3%), os números sugerem resiliência do core. Este quadro dá continuidade à estratégia de otimização de portfólio intensificada ao longo de 2024, que reposicionou a companhia para ativos e contratos de maior qualidade.
Do lado financeiro, a despesa caiu para R$ 28,6 milhões (-16,9% a/a), impactada por pré-pagamentos de debêntures, e o resultado financeiro ajustado ficou positivo em R$ 0,73 milhão. No trimestre, a empresa também resgatou integralmente a 12ª debênture (R$ 360 milhões) e antecipou a última parcela da transação com o XP Malls, reforçando o processo de desalavancagem. Esse movimento consolida a diretriz já comunicada na parceria com o XP Malls e o desinvestimento em shoppings iniciado em 2024, cujo objetivo foi acelerar a geração de caixa e fortalecer a estrutura de capital.
Nos eventos societários, a SYN pagou R$ 70 milhões em dividendos em maio e, em julho, teve aprovada em AGE a redução de capital de R$ 330 milhões (R$ 2,16/ação), com pagamento até 15/10/2025 aos acionistas na base de 17/09/2025, sujeita ao prazo legal de oposição de credores. A decisão reforça a leitura de capital excedente resultante da rotação de ativos e da disciplina financeira. Trata-se da operacionalização da redução de capital de R$ 330 milhões aprovada e com cronograma já divulgado, que sinaliza distribuição eficiente de recursos sem comprometer a capacidade de investimento.
Quanto ao pipeline, a venda do Shopping D segue aguardando condições precedentes, incluindo aprovação do CADE, enquanto o portfólio operacional ex-Brasílio Machado manteve ocupação elevada e crescimento em mesmas áreas, corroborando a recuperação da base recorrente. Em paralelo, avança a monetização de ativos não estratégicos: a companhia já havia concluído o quarto fechamento da venda do empreendimento Brasílio Machado, operação estruturada em tranches que sustenta entradas de caixa previsíveis. O desfecho da venda do Shopping D e a efetivação da redução de capital tendem a consolidar a fase atual da estratégia, com menor dependência de shoppings e foco em produtividade e retorno por ativo.







