A ALLOS (ALOS3) anunciou nesta quarta-feira a aprovação de quatro operações de incorporação e cisão de subsidiárias no valor total de R$ 489,02 milhões, aprovadas pelo Conselho de Administração em 14 de julho. A reorganização societária visa simplificar a estrutura da empresa de shopping centers sem aumento de capital ou emissão de novas ações.
As operações incluem a cisão parcial da Sierra Investimentos Brasil, com patrimônio de R$ 489,02 milhões a ser incorporado pela ALLOS, a cisão total da Acapurana Participações (R$ 15,16 milhões para ALLOS e R$ 13,79 milhões para Salvador), além das incorporações das subsidiárias Bazille e Gaudi. Os custos totais da reorganização somam R$ 5,02 milhões.
A cisão da Sierra Investimentos Brasil representa a continuidade do processo de reorganização societária que teve início com a redução da participação da Sierra Investments Holdings para 4,96% do capital social, quando o grupo holandês sinalizou movimentações estratégicas sem alterar a composição do controle. Este movimento agora se materializa na incorporação direta dos ativos pela ALLOS, eliminando camadas societárias intermediárias.
Entre os ativos da Sierra que serão transferidos estão participações em shoppings estratégicos: 31,4 milhões de quotas do Pátio São Bernardo, 182 milhões do Pátio Boavista, 85,8 milhões do Pátio Uberlândia, 9,4 milhões da Campo Limpo Empreendimentos e 66,6 milhões da ALLOSTECH, além de R$ 112,7 milhões em adiantamentos para futuro aumento de capital.
A ALLOS destacou que as operações não resultarão em exposição adicional a riscos, uma vez que os ativos já estão indiretamente refletidos no patrimônio da companhia através do método de equivalência patrimonial. Os benefícios esperados incluem otimização da estrutura societária e redução de custos administrativos, alinhando-se com a estratégia de eficiência que já se refletiu no programa de recompra de ações implementado desde janeiro, que vem otimizando a estrutura de capital através da redução sistemática de papéis em circulação.
As operações serão submetidas à deliberação dos acionistas em Assembleia Geral Extraordinária a ser convocada oportunamente. A simplificação estrutural representa mais um passo na estratégia de eficiência operacional da empresa, sem impacto na composição acionária atual, e é sustentada pela sólida performance financeira registrada no primeiro trimestre de 2025, quando a companhia demonstrou crescimento de 13,2% no FFO por ação, fornecendo a base operacional necessária para custear estas reorganizações estratégicas.







