O Itaú Unibanco (ITUB3, ITUB4) anunciou que exercerá a opção de resgate da totalidade de suas notas subordinadas nível 1, totalizando US$ 1,45 bilhão. A operação impactará o índice de capitalização consolidado do banco em 0,55 ponto percentual, considerando a base de capital de junho de 2025.
O movimento representa a continuidade da estratégia de otimização da estrutura de capital iniciada no segundo trimestre, quando o banco elevou seu índice de Basileia para 16,5% e emitiu R$ 5,0 bilhões em Letras Financeiras Subordinadas Perpétuas. Os robustos níveis de capitalização atingidos oferecem ampla margem para essa operação de resgate, mantendo a instituição em posição confortável mesmo após o impacto programado.
O resgate abrange duas emissões: a primeira, de US$ 700 milhões com cupom de 7,562% ao ano emitida em 2020, será resgatada em 27 de agosto de 2025. A segunda, de US$ 750 milhões com cupom de 7,859% ao ano emitida em 2018, terá resgate em 19 de setembro de 2025.
As notas subordinadas nível 1 são instrumentos híbridos que compõem o capital regulatório dos bancos, funcionando como uma dívida que pode ser convertida em capital próprio em situações de estresse. O resgate antecipado reduzirá o capital nível 1 da instituição em 0,17 ponto percentual e o capital nível 2 em 0,38 ponto percentual.
Os cálculos do impacto consideram a taxa de câmbio de R$ 5,4571 por dólar, vigente em 30 de junho de 2025. O movimento é comum quando bancos buscam otimizar a estrutura de capital ou quando as condições de mercado permitem refinanciamento em melhores condições, cenário que se alinha com o forte desempenho operacional do segundo trimestre, quando o banco registrou lucro líquido de R$ 11,278 bilhões e ganhou confiança para revisar suas projeções de crescimento.
A operação de resgate ocorre em contexto favorável para o Itaú, que elevou recentemente sua expectativa de crescimento da margem financeira com clientes para a faixa de 11,0% a 14,0% em 2025, demonstrando confiança na capacidade de geração de resultados que sustenta essas decisões de otimização patrimonial. Os investidores devem acompanhar os próximos relatórios trimestrais do Itaú para avaliar como o banco pretende recompor seus níveis de capital regulatório após os resgates programados para os próximos meses.







