A COPASA (CSMG3) registrou lucro líquido de R$ 289,4 milhões no segundo trimestre de 2025, representando queda de 11,0% em relação aos R$ 325,2 milhões obtidos no mesmo período de 2024. Apesar da redução no resultado, a companhia de saneamento manteve o payout de 50% do lucro líquido ajustado e acelerou significativamente seus investimentos.
A receita líquida de água, esgoto e resíduos sólidos totalizou R$ 1,78 bilhão no 2T25, crescimento de 2,1% impulsionado pelo reajuste tarifário de 6,42% aplicado em janeiro. O resultado superou as expectativas iniciais considerando a queda de 2,2% no volume de água registrada no trimestre devido às temperaturas mais baixas, demonstrando a eficácia da estratégia de expansão da base de clientes. O EBITDA, porém, recuou 6,1% para R$ 682,1 milhões, com margem comprimida de 41,4% para 38,0%, reflexo do aumento de 6,5% nos custos e despesas operacionais.
No front operacional, a COPASA demonstrou evolução consistente que confirma a resiliência prevista no cronograma de resultados divulgado em julho. A base de clientes cresceu para 5,74 milhões de economias de água e 4,20 milhões de esgoto, compensando parcialmente os impactos climáticos no consumo. A inadimplência atingiu 2,83%, menor patamar desde setembro de 2016, enquanto o índice de perdas na distribuição melhorou para 37,6%. A dívida líquida foi de R$ 5,85 bilhões, mantendo relação de 2,0x com o EBITDA.
Os investimentos consolidados somaram R$ 1,2 bilhão no primeiro semestre, alta expressiva de 31,4% ante igual período de 2024. A capacidade de aceleração dos investimentos reflete a solidez financeira reconhecida pela Moody's com rating AAA.br, que permite à companhia acessar capital de forma competitiva. A companhia já distribuiu R$ 344,9 milhões em dividendos regulares referentes a 2025, sendo R$ 277,6 milhões em juros sobre capital próprio e R$ 67,2 milhões em dividendos. Os próximos resultados devem refletir os benefícios dos investimentos em expansão e eficiência operacional, dados que ganham relevância adicional no contexto da avaliação econômico-financeira iniciada pelo BNDES para precificação da participação do Estado de Minas Gerais na companhia.







