A CSN Mineração (CMIN3) registrou lucro líquido de R$ 115,8 milhões no segundo trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 357,3 milhões do trimestre anterior. O resultado demonstra a resiliência operacional da companhia em um cenário de queda nos preços do minério de ferro e apreciação cambial que impactou sua posição de caixa em dólares.

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Mesmo com o minério de ferro apresentando cotação média de US$ 97,76 por tonelada no período, queda de 5,7% ante o primeiro trimestre, e a apreciação do real de R$ 5,74/USD para R$ 5,46/USD, a mineradora conseguiu compensar os impactos negativos com eficiência operacional extraordinária.

A companhia estabeleceu novo recorde histórico de produção de minério de ferro, atingindo 11.591 mil toneladas no trimestre, crescimento de 13,6% na comparação trimestral. Este marco operacional alinha-se com o posicionamento sustentável consolidado no mesmo período, quando a empresa superou sua meta de diversidade feminina e manteve indicadores ambientais dentro das metas estabelecidas. O volume de vendas de 11.833 mil toneladas representou o segundo maior da história da CSN Mineração, ficando apenas abaixo do recorde do terceiro trimestre de 2024.

O EBITDA Ajustado atingiu R$ 1.268 milhões no período, com margem de 37,2%. Apesar da redução de 11,1% frente ao trimestre anterior, o indicador reflete a capacidade da empresa de manter rentabilidade sólida mesmo em cenário adverso de preços. O custo C1 caiu para US$ 20,8 por tonelada, redução de 1,0% trimestral e 1,9% anual.

Em julho, a CSN Mineração distribuiu R$ 1,51 bilhão aos acionistas, sendo R$ 1,09 bilhão em dividendos intercalares, R$ 210 milhões em juros sobre capital próprio aprovados em maio e R$ 211 milhões referentes a JCP aprovados em dezembro de 2024. A robusta distribuição de proventos reflete não apenas a solidez financeira, mas também reforça o posicionamento entre as 8% mais bem avaliadas globalmente em critérios ESG, característica cada vez mais valorizada por investidores institucionais no mercado brasileiro.

A posição financeira da mineradora permanece robusta, com caixa líquido de R$ 4,6 bilhões e indicador de alavancagem Dívida Líquida/EBITDA negativo em 0,80x. Com produção acumulada de 21,8 milhões de toneladas no primeiro semestre, a CSN Mineração segue bem posicionada para atingir seu guidance anual de 42-43,5 milhões de toneladas.

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