A Petrobras (PETR3, PETR4) solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) seu ingresso como terceira interessada no procedimento que analisa a compra da participação da Novonor na Braskem por Nelson Tanure. A decisão da estatal se baseia nos direitos de preferência e tag along previstos no acordo de acionistas celebrado com a Novonor, controladora da petroquímica.
O movimento da Petrobras ocorreu após a companhia tomar conhecimento, através de comunicado da Braskem em 17 de julho, da aprovação prévia do CADE para a potencial transação. O acordo de acionistas entre Petrobras e Novonor garante à estatal direitos preferenciais em caso de alienação direta ou indireta das ações da Novonor na Braskem.
A operação envolve a NSP Inv., subsidiária da Novonor S.A. que detém o controle da Braskem S.A., e representa uma mudança significativa na estrutura acionária da maior petroquímica do país. Nelson Tanure, conhecido investidor do setor financeiro, emergiu como potencial novo controlador da companhia.
A Petrobras enfatizou que ainda não tomou decisão sobre sua participação na Braskem e que qualquer definição sobre investimentos seguirá análises criteriosas e estudos técnicos, conforme práticas de governança internas. Esta abordagem metodológica espelha o rigor aplicado nas decisões estratégicas estabelecidas no Plano de Negócios 2025-2029, que estruturou investimentos de US$ 111 bilhões com base em avaliações técnicas detalhadas para maximização de valor. A companhia aguarda agora a decisão do CADE sobre sua solicitação de ingresso no procedimento, processo que será conduzido com os mesmos padrões de excelência em governança que permitiram à empresa manter 96% de aderência às práticas do Código Brasileiro de Governança Corporativa em 2025, demonstrando a maturidade institucional para avaliar oportunidades estratégicas complexas. A eventual participação da estatal no setor petroquímico contaria com a sólida base financeira evidenciada pelos resultados excepcionais do primeiro trimestre de 2025, quando registrou lucro líquido de R$ 35,2 bilhões, conferindo à empresa flexibilidade para analisar movimentos estratégicos sem comprometer os investimentos já programados no plano quinquenal.







