A Casas Bahia (BHIA3) reportou nesta quarta-feira, 14 de maio de 2025, um prejuízo líquido de R$ 408 milhões no primeiro trimestre de 2025, um aumento de 56,3% em comparação com o prejuízo de R$ 261 milhões registrado no mesmo período do ano anterior. Este resultado negativo surge apesar da recente vitória judicial da empresa que garantiu o direito de compensar créditos tributários no valor de R$ 632 milhões.

Continua após o anúncio

Apesar do resultado negativo, a varejista destacou o crescimento de R$ 1 bilhão no GMV (Gross Merchandise Value) consolidado, que atingiu R$ 10,7 bilhões, representando um aumento de 10,2% em relação ao primeiro trimestre de 2024.

O EBITDA ajustado somou R$ 570 milhões no período, um crescimento expressivo de 47% na comparação anual, com margem de 8,2%, uma melhora de 2,1 pontos percentuais em relação ao 1T24. Este foi o sexto trimestre consecutivo de evolução sequencial neste indicador, demonstrando consistência da equipe executiva recentemente reeleita para um novo mandato até 2027.

"A margem do 1T25 é a maior em 24 meses e caminha para gradual contínuo crescimento para o ano de 2025", afirmou a companhia no relatório de resultados.

A receita bruta consolidada aumentou 10,1% no período, chegando a R$ 8,3 bilhões. O lucro bruto avançou 10,9%, atingindo R$ 2,1 bilhões, com margem bruta de 30,2%, uma melhora de 0,2 ponto percentual em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Desempenho por canais

As lojas físicas apresentaram um desempenho robusto, com crescimento de 16,2% no GMV e aumento de 17,7% nas vendas mesmas lojas (SSS), além de um ganho de market share de 1,6 ponto percentual. A companhia terminou o período com 1.065 lojas.

No e-commerce, o GMV total (1P + 3P) cresceu 2,4% na comparação anual, totalizando R$ 4,4 bilhões. O marketplace (3P) teve um crescimento de 14,6% no GMV, com a receita aumentando 17,5% e take rate de 12,7%.

Resultado financeiro e endividamento

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 922 milhões, 89,7% superior ao registrado no 1T24, impactado principalmente pela alta taxa de juros. O LAIR (Lucro Antes do Imposto de Renda) foi de R$ 635 milhões negativos, um aumento de 26,5% na comparação anual.

A companhia encerrou o trimestre com dívida líquida ajustada de R$ 1,9 bilhão e patrimônio líquido de R$ 2,0 bilhões. O indicador de alavancagem financeira (dívida líquida/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses) ficou em 0,9x negativo. Este cenário de endividamento tem atraído a atenção de investidores estratégicos, incluindo Michael Klein, que recentemente atingiu 10,42% de participação acionária na companhia.

O caixa, incluindo recebíveis não descontados, totalizou R$ 2,5 bilhões no final do período. O Fluxo de Caixa Livre da Firma foi negativo em R$ 322 milhões no trimestre, refletindo a sazonalidade e maior investimento em capital de giro.

Publicidade
Tags:
Casas BahiaBHIA3