A Gerdau (GGBR3, GGBR4) anunciou nesta segunda-feira, 28 de abril de 2025, um lucro líquido de R$ 758 milhões no primeiro trimestre de 2025 (1T25), valor 134,4% superior aos R$ 323 milhões registrados no quarto trimestre de 2024. O lucro por ação atingiu R$ 0,37, representando um aumento de 149,1% em relação ao período anterior.

A receita líquida totalizou R$ 17,4 bilhões, crescimento de 3,3% na comparação com o 4T24, impulsionada principalmente pelo maior volume de vendas na América do Norte. As vendas de aço alcançaram 2,9 milhões de toneladas, alta de 5,1% na mesma comparação.

O EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 2,4 bilhões no trimestre, ficando estável (+0,4%) em relação ao período anterior. A margem EBITDA ajustada recuou levemente de 14,2% para 13,8%.

"No 1T25, a recuperação das vendas da América do Norte contribuiu para a resiliência dos resultados da companhia, destacando a importância da diversificação geográfica", informou a empresa no relatório de resultados.

O segmento América do Norte encerrou o trimestre com volume de vendas 14,7% superior ao 4T24, beneficiado pela retomada sazonal e pela reação dos clientes às mudanças na política comercial dos EUA, com a reaplicação das tarifas da Seção 232, que impulsionou positivamente a demanda.

No Brasil, a empresa enfrentou desafios com a taxa de penetração do importado em patamares elevados, encerrando o 1T25 em 22,0%, intensificando a competição no mercado doméstico. O volume de vendas ficou estável em relação ao trimestre anterior.

A companhia investiu R$ 1,4 bilhão em CAPEX no período, sendo aproximadamente 70% alocado no Brasil. Em março, inaugurou a expansão do laminador de bobinas a quente na planta de Ouro Branco (MG), que adicionará capacidade de 250 mil toneladas de bobinas a quente. Estes investimentos ocorrem no mesmo período em que a empresa concluiu aquisições no setor energético no valor de R$ 441,7 milhões e aprovou a incorporação da subsidiária Gerdau Summit, demonstrando a estratégia de reorganização estrutural da companhia.

Com base nos resultados do trimestre, o Conselho de Administração aprovou a distribuição de dividendos de R$ 0,12 por ação, totalizando R$ 243,5 milhões, a serem pagos em 19 de maio de 2025.

A empresa também informou que recomprou 9,4 milhões de ações (GGBR3, GGBR4 e/ou GGB) no 1T25, aproximadamente 15% do total do programa de recompra aprovado em janeiro e 0,5% das ações em circulação da companhia. Vale lembrar que a siderúrgica recentemente cancelou 24,5 milhões de ações sem redução do capital social, otimizando sua estrutura de capital.

A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado, encerrou o trimestre em 0,69x, um aumento em relação aos 0,48x do final de 2024, mas ainda em patamar considerado saudável pela administração.

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