A CCR (CCRO3) informou ao mercado nesta sexta-feira que o Bradesco BBI busca consolidar a propriedade fiduciária de 281.567.041 ações da companhia, atualmente detidas pelo Grupo Mover, que está em recuperação judicial.
O banco alega inadimplemento de contratos por parte do Grupo Mover, composto por Mover Participações S.A., Sucea Participações S.A. e Sincro Participações S.A., todas em recuperação judicial. O Bradesco BBI já solicitou ao agente escriturador da CCR que inicie os trâmites necessários para a consolidação.
Em contranotificação, o Grupo Mover contestou a movimentação, apresentando quatro argumentos principais: ausência de procuração válida do Bradesco BBI, falta de autorizações regulatórias necessárias, não observância dos procedimentos do Acordo de Acionistas e natureza quirografária do crédito sujeito à recuperação judicial.
Impactos para o controle acionário
O processo pode afetar a estrutura de controle da CCR, já que o banco notificou os demais acionistas signatários do Acordo de Acionistas sobre eventual exercício do direito de preferência na aquisição das ações em disputa.
O caso está sob análise da 1ª Vara de Recuperação Judicial e Falência da Comarca de São Paulo, onde tramita o processo de recuperação judicial do Grupo Mover. A CCR informou que manterá o mercado atualizado sobre eventuais desdobramentos relevantes.







