A Vale (VALE3) apresentou, na divulgação institucional do 3T26, projeção de produção de minério de ferro de 335 a 345 Mt (milhões de toneladas) em 2026 e de cerca de 360 Mt em 2030. Em 2025, a produção foi de 336 Mt, ante 328 Mt em 2024.
Para 2026, a mineradora estima CAPEX (investimentos em ativos) de US$ 5,4 bi a US$ 5,7 bi, ante US$ 5,5 bi em 2025. Do total, cerca de US$ 4,5 bi são de manutenção e US$ 1,1 bi de crescimento. A empresa mantém o CAPEX abaixo de US$ 6 bi a partir de 2027.
Os custos previstos para 2026 no minério de ferro são de US$ 22,5 a US$ 23,5 por tonelada (custo caixa C1) e de US$ 58 a US$ 62 por tonelada (all-in). Em 2025, foram de US$ 21,3 e US$ 54,2. No cobre, o custo all-in projetado é de US$ 0 a US$ 500 por tonelada, ante US$ 603 em 2025. No níquel, é de US$ 10.000 a US$ 11.500 por tonelada, ante US$ 12.158.
Na Vale Metais Básicos, a meta de níquel é de 185 a 200 kt (mil toneladas) em 2026 e de 210 a 250 kt em 2030, ante 177 kt em 2025. Para o cobre, a produção prevista é de 360 a 380 kt em 2026 e de cerca de 700 kt em 2035, ante 382 kt em 2025.
A dívida líquida expandida era de US$ 16,4 bi no 3T26, dentro da faixa-alvo de US$ 10 bi a US$ 20 bi. A dívida bruta e arrendamentos somavam US$ 18,1 bi e o caixa, US$ 5 bi. Em janeiro de 2026, a Vale pagou US$ 1 bi em dividendos extraordinários.
Em 2025, a Vale teve receita operacional líquida de US$ 38,4 bi, EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) proforma de US$ 15,9 bi e pagou US$ 3,6 bi em dividendos e JCP (Juros sobre Capital Próprio).






