A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA, CBAV3) divulgou seu panorama do mercado de alumínio referente ao 3T26. O documento, com base em dados da consultoria CRU, aponta que o déficit global (diferença entre oferta e demanda) recuou para 338 kt, ante 688 kt negativos no 2T26. A redução reflete a recuperação gradual da produção chinesa e a retomada de operações no Oriente Médio. Restrições produtivas na região e atrasos em novos projetos mantiveram o mercado relativamente apertado.
O preço médio do alumínio na LME (Bolsa de Metais de Londres) foi de US$ 3.226/t no 3T26, abaixo dos US$ 3.571/t do 2T26 e acima dos US$ 3.199/t do 1T26. Após máximas históricas no 2T26, a cotação recuou com a redução dos riscos de oferta no Oriente Médio. Nos EUA (Duty-paid) e na Europa, os prêmios regionais recuaram. O Midwest Duty-unpaid e o prêmio no Brasil avançaram, e todos seguem em patamares historicamente elevados.
Os estoques globais caíram para 44 dias de consumo, ante 46 dias no 2T26, e o equilíbrio é de 50 dias. Os estoques nos armazéns da LME e da SHFE (bolsa de Xangai) somaram 530 kt, contra 817 kt no 2T26. O consumo de alumínio primário na China atingiu o recorde de 12,1 Mt (milhões de toneladas), sustentado pelos setores solar e automotivo. O PMI industrial chinês (indicador de atividade da indústria) encerrou setembro em 52,1 pontos. Nos EUA, o PMI de manufatura chegou a 55,9, o maior valor em quatro anos.
Quanto aos custos, a LME média de US$ 3.226/t ficou acima do custo da maior parte da produção global, e a CBA passou a integrar o primeiro quartil da curva de custos. A correção da LME reduziu as margens no resto do mundo, onde a alumina (FOB Austrália) subiu 12% frente ao 2T26, para US$ 346/t. Na China, as margens ficaram praticamente estáveis no trimestre e acima do 3T25.
No Brasil, a produção de veículos leves chegou a 752 mil unidades (+8% sobre o 2T26) e a de motocicletas a 582 mil (+16%). Os emplacamentos de implementos rodoviários somaram 43,0 mil unidades (+20%), e as vendas de cimento, 18,1 milhões de toneladas (+8%). O documento cita investimentos previstos de R$ 8,9 bilhões em 1.866 km de novas linhas de transmissão. Como pontos de atenção, a CBA menciona a perspectiva moderada da atividade industrial, a Selic em patamar restritivo e os custos operacionais ainda elevados.






