A Tupy (TUPY3) registrou lucro líquido de R$ 54 mi no 3T26, revertendo o prejuízo de R$ 40 mi do 3T25. O valor exato do lucro foi de R$ 53,6 mi, com margem líquida de 2,1%, decorrente do desempenho operacional e financeiro.

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A receita líquida somou R$ 2,6 bi (R$ 2.596,2 mi), alta de 8,2% sobre o 3T25, com aumento de 10% no volume físico de vendas. O destaque foi o desempenho das aplicações para veículos comerciais e off-road no mercado externo. Isso compensou a valorização de 6% do real frente ao dólar e a queda de receita nas unidades de Energia & Descarbonização e de Distribuição.

O EBITDA Ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, ajustado por outras despesas operacionais) chegou a R$ 298 mi, alta de 80,6%, com margem de 11,5%, ante 6,9% no 3T25 e 6,3% no 2T26. A empresa atribui o resultado ao aumento de volumes, às negociações comerciais e às iniciativas de eficiência e redução de custos. Sem os efeitos pontuais das negociações comerciais, a margem seria de aproximadamente 9,5%.

A geração de caixa operacional foi de R$ 292 mi, refletindo principalmente a gestão do capital de giro. O ciclo de conversão de caixa ficou em 62 dias, 24 dias a menos que no 3T25. A dívida líquida somou R$ 1,7 bi, queda de 23% sobre o 3T25 e de 8% sobre o 2T26, com caixa de R$ 2,4 bi, ajudado por captações do programa Brasil Soberano. A relação dívida líquida/EBITDA Ajustado foi de 2,94x, ante 4,14x no 2T26.

Em outubro de 2026, a Tupy recomprou parcialmente, a preços de mercado, as debêntures TUPY15 e TUPY25, com valor nominal de cerca de R$ 257 mi e desembolso de R$ 250 mi. No mesmo mês, recebeu R$ 300 mi do BNDES no programa Brasil Soberano, com prazo de 60 meses e juros fixos de 10,41% ao ano.

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