A Lojas Quero-Quero (LJQQ3) registrou prejuízo líquido de R$ 46,9 mi no 3T26, ante prejuízo de R$ 42,1 mi no 3T25. O resultado foi impactado pelo não reconhecimento de ativo fiscal diferido de R$ 15,5 mi, decorrente de prejuízo fiscal no trimestre. Excluindo esse efeito, o do plano de opção de compra de ações e o da adoção do IFRS-16, o prejuízo ajustado foi de R$ 30,8 mi, ante R$ 26,0 mi no 3T25.
A Receita Bruta, Líquida de Devoluções e Abatimentos (RBLD) cresceu 9,6% e totalizou R$ 864,3 mi, ante R$ 788,9 mi no 3T25. As vendas mesmas lojas (SSS), que comparam lojas com operação comparável, subiram 12,0%. O Varejo teve alta de 13,1% e representou 68,9% da receita. Serviços Financeiros somaram R$ 241,1 mi (alta de 2,5%) e o Cartão de Crédito, R$ 27,7 mi (alta de 1,5%). A receita operacional líquida foi de R$ 750,4 mi, alta de 7,9%.
O lucro bruto somou R$ 230,0 mi, alta de 2,0%, com margem bruta de 26,6% sobre a RBLD, 2,0 p.p. abaixo do 3T25. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 34,4 mi, queda de 3,1%. O EBITDA Ajustado, que desconsidera efeitos do plano de ações, do IFRS-16 e itens não recorrentes, foi de R$ 3,2 mi, ante R$ 5,1 mi no 3T25. As despesas operacionais somaram R$ 229,8 mi, alta de 2,1%, e a despesa financeira líquida foi de R$ 46,7 mi.
A Dívida Líquida Ajustada era de R$ 385,7 mi em 30 de setembro de 2026, ante R$ 427,4 mi no 3T25. Os investimentos totalizaram R$ 7,9 mi, queda de 39,2%. A companhia encerrou o trimestre com 578 lojas, após inaugurar 2 unidades, em Rondon (PR) e Rosana (SP). O atraso acima de 90 dias na carteira VerdeCard foi de 12,4%, ante 11,7% no 3T25. A empresa informou postura mais restritiva na concessão de crédito, o que desacelerou as receitas de serviços financeiros e pressionou a margem de serviços prestados, de 35,6% ante 41,3% no 3T25.






