A Moura Dubeux (MDNE3) registrou lucro líquido de R$ 150,2 mi no 3T26 (terceiro trimestre de 2026), alta de 27,7% sobre o 3T25 e queda de 13,7% sobre o 2T26. A receita líquida somou R$ 709,2 mi, aumento de 29,3% na comparação anual, explicado principalmente pela maior contribuição do modelo de Condomínio, com o reconhecimento do Fee de Comercialização do Terreno de 7 projetos. A margem líquida foi de 21,2%, ante 21,4% no 3T25.

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O lucro bruto foi de R$ 258,5 mi, alta de 14,3%, com margem bruta de 36,5% (41,3% no 3T25). O EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, com ajustes) atingiu R$ 154,4 mi, alta de 18,7%, com margem de 21,8%. As despesas comerciais caíram 11,8%, para R$ 58,2 mi, e as administrativas subiram 33,2%, para R$ 47,6 mi.

Nos nove meses de 2026, o lucro líquido foi de R$ 479,6 mi (alta de 55,6%) e a receita líquida de R$ 2.068,1 mi (alta de 25,2%). Nos últimos 12 meses, o lucro somou R$ 591,5 mi, com ROAE (retorno sobre o patrimônio líquido médio) de 27,8%.

No lado operacional, a companhia lançou 8 empreendimentos, com VGV (valor geral de vendas) líquido de R$ 1.547 mi, alta de 15,5% ante o 3T25. As vendas e adesões líquidas foram de R$ 841,5 mi, queda de 21,5%. A empresa afirma que cerca de 40% dos lançamentos ocorreram nas duas últimas semanas de setembro, reduzindo o período de comercialização. Os distratos representaram 8,3% das vendas brutas.

A dívida líquida fechou em R$ 340,1 mi, equivalente a 14,0% do patrimônio líquido, ante 2,5% no 2T26. O consumo de caixa foi de R$ 168,6 mi, dos quais R$ 97 mi referem-se à compra de terreno em Salvador. A companhia diz que adotará avaliação mais criteriosa do ritmo de novos lançamentos diante dos riscos de inflação e juros.

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