A Marcopolo (POMO3, POMO4) registrou lucro líquido de R$ 186,5 mi no terceiro trimestre de 2026 (3T26), queda de 43,4% em relação ao mesmo período de 2025, quando somou R$ 329,6 mi. A receita líquida consolidada foi de R$ 2.293,5 mi (R$ 2,3 bi), recuo de 8,5% sobre os R$ 2.505,4 mi do 3T25.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 274,1 mi, queda de 34,7% ante os R$ 419,8 mi do 3T25. A margem EBITDA ficou em 12,0%, contra 16,8% um ano antes. O lucro bruto somou R$ 464,8 mi, queda de 30,5%, com margem bruta de 20,3% (26,7% no 3T25). A margem líquida foi de 8,1%, ante 13,2%.
Na receita por região, o Brasil teve R$ 1.212,4 mi (-2,5%), as exportações do Brasil somaram R$ 377,8 mi (+3,0%) e as operações internacionais chegaram a R$ 703,2 mi (-21,4%). Entre as operações no exterior, a Austrália (Volgren) teve trimestre recorde, com receita de R$ 451,0 mi, alta de 55,8%. Já Argentina (R$ 88,5 mi, -65,7%) e México (R$ 102,2 mi, -58,5%) registraram queda. A África do Sul teve receita de R$ 46,0 mi (-40,3%) e a China, de R$ 14,7 mi (-39,3%).
Nos nove meses de 2026, o lucro líquido foi de R$ 722,4 mi, queda de 19,2% sobre os R$ 893,8 mi do mesmo período de 2025. A receita líquida somou R$ 6.322,0 mi (-2,6%) e o EBITDA, R$ 917,4 mi (-15,1%). O lucro por ação no 3T26 foi de R$ 0,151, ante R$ 0,292 no 3T25.
A relação entre dívida líquida industrial e EBITDA ficou em 0,3x ao fim do 3T26, com dívida líquida industrial de R$ 341,1 mi (R$ 69,5 mi no 3T25). O ROIC (retorno sobre o capital investido) foi de 20,0%. A produção no Brasil foi de 2.240 unidades, queda de 20,4% sobre o 3T25. A empresa cita juros altos restringindo renovações de frota e curta visibilidade de carteira, especialmente para o início de 2027, e informa ajustes de estrutura e custos nas operações brasileiras e internacionais.






