A Iochpe-Maxion (MYPK3) registrou prejuízo líquido de R$ 16 mi no 3T26 (R$ 16,0 mi), ante lucro de R$ 35,1 mi no 3T25. O resultado foi afetado por provisão de € 15 mi (R$ 88,7 mi) relacionada a assunto regulatório, registrada em outras despesas operacionais, e pelo aumento do resultado financeiro negativo, que chegou a R$ 193,1 mi, alta de 33,6%. A receita operacional líquida somou R$ 4,4 bi (R$ 4.404,9 mi), crescimento de 15,8% sobre o 3T25.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 386,3 mi, com margem de 8,8%, ante R$ 360,4 mi e 9,5% no 3T25. Excluídos itens não recorrentes, o EBITDA ajustado atingiu R$ 480,5 mi, alta de 22,6%, com margem de 10,9%, contra 10,3% no 3T25. O lucro bruto foi de R$ 587,2 mi, aumento de 27,6%, com margem bruta de 13,3%. A companhia atribui a expansão da margem à maior diluição dos custos fixos de produção, com destaque para veículos comerciais na América do Norte e para as operações na Índia. O lucro operacional (EBIT) foi de R$ 259,8 mi, com margem de 5,9%.
A receita foi impulsionada pelos negócios de veículos leves no Brasil, pela recuperação dos veículos comerciais na América do Norte e pelo desempenho na Ásia. Foi parcialmente compensada pela menor atividade de veículos comerciais no Brasil e pela valorização do real frente ao dólar, que reduziu a receita em R$ 233,8 mi no trimestre. O resultado financeiro reflete ainda cerca de R$ 25,8 mi ligados à amortização acelerada de custos do bond anterior e ao prêmio pelo resgate antecipado, dentro de operação que alongou o perfil de vencimentos da dívida.
A dívida líquida era de R$ 3.723,1 mi ao fim de setembro, alta de 1,0% sobre junho e queda de 5,9% sobre dezembro de 2025. A alavancagem (dívida líquida sobre EBITDA dos últimos 12 meses) ficou em 2,50x, ante 2,52x no 2T26 e 2,55x no 3T25. O caixa somava R$ 1.903,8 mi e a dívida bruta, R$ 5.630,2 mi, dos quais 95,5% no longo prazo. Os investimentos totalizaram R$ 123,3 mi, queda de 13,3% sobre o 3T25.
No acumulado dos nove meses de 2026, a receita foi de R$ 12.224,7 mi, alta de 3,2%, e o lucro líquido somou R$ 74,7 mi, queda de 43,7% ante R$ 132,8 mi no mesmo período de 2025. O EBITDA ajustado dos nove meses foi de R$ 1.211,9 mi, alta de 2,2%. As ações MYPK3 fecharam o trimestre a R$ 9,25, alta de 2,5% no período, com valor de mercado de R$ 1.421,9 mi.






