A Pague Menos (PGMN3) informou em comunicado ao mercado, divulgado em 5 de novembro de 2026, que a abertura de 170 novas lojas citada em reportagem do portal NeoFeed não é projeção da companhia. O esclarecimento atende a um ofício da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), de 4 de novembro de 2026, que pediu explicações sobre a notícia publicada em 30 de outubro de 2026.
Segundo a empresa, o número de 170 lojas resulta de cálculo ilustrativo feito pelo autor da reportagem, que aplicou 10% sobre a base atual de cerca de 1,7 mil lojas. A companhia afirma que não se trata de número de lojas informado ou estimado pela administração e que não há prazo, meta explícita nem cronograma de aberturas.
A reportagem citou o Diretor Presidente, Jonas Marques Neto, que afirmou que uma loja custa entre R$ 1,7 mi e R$ 2 mi e que, a cada queda de um ponto na Selic, poderia abrir de 10 a 15 lojas ou um pouco mais. A empresa diz que a fala ilustra, de forma genérica, a relação entre juros e capacidade de investimento. A referência a uma Selic perto de 10% ao ano no fim de 2027 descreve, segundo a companhia, um cenário hipotético. A reportagem foi publicada antes da reunião do Copom que manteve a Selic em 13,75% ao ano.
Sobre a previsão de cerca de 50 novas lojas até o fim do ano, a companhia afirma que se trata de conclusão do autor da reportagem, com base em dado público do 2T26: 43 lojas abertas nos últimos 12 meses e 1.695 lojas no total. Em 2025, foram inauguradas 50 lojas. A empresa classifica o objetivo de retomar o ritmo de aberturas como diretriz estratégica de longo prazo, de caráter qualitativo, e entende que as informações não configuram fato relevante nem guidance (projeção de resultados).
A Pague Menos lembra que descontinuou a divulgação de projeções financeiras, conforme fato relevante de 15 de setembro de 2025. Também informou que o Diretor de Relações com Investidores consultou administradores e controladores, que disseram não ter conhecimento de informações a serem divulgadas ao mercado.






