A Companhia Brasileira de Alumínio (CBA, CBAV3) registrou lucro líquido recorde de R$ 616 mi no terceiro trimestre de 2026 (3T26), alta de 367% sobre o 3T25, quando foi de R$ 132 mi. Em relação ao 2T26 (R$ 410 mi), o avanço foi de 50%. O principal fator foi o resultado financeiro, positivo em R$ 426 mi, com reconhecimento de R$ 526 mi de desconto na liquidação antecipada das obrigações de Uso do Bem Público (UBP).
A receita líquida consolidada somou R$ 2,7 bi (R$ 2.654 mi), o maior patamar trimestral da história da empresa. O valor representa alta de 18% sobre o 3T25 e de 3% sobre o 2T26. Na comparação anual, a empresa atribui o resultado aos maiores preços realizados do alumínio e ao mix de vendas com alta participação de produtos de maior valor agregado. O preço médio do alumínio na LME (London Metal Exchange, bolsa de metais de Londres) foi de US$ 3.226 por tonelada, alta de 23% sobre o 3T25. O volume de vendas ficou estável, em 132 mil toneladas.
O EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, com ajustes) foi de R$ 565 mi, alta de 142% sobre o 3T25 e queda de 20% frente ao 2T26 (R$ 705 mi). A margem EBITDA ajustada ficou em 21%, 11 pontos percentuais acima do 3T25 e 6 pontos abaixo do 2T26. O lucro bruto foi de R$ 527 mi, ante R$ 199 mi um ano antes. O custo médio de produção do alumínio líquido foi de R$ 11.845 por tonelada, o menor desde o 1T25, com apoio da maior geração própria de energia.
A dívida líquida encerrou setembro de 2026 em R$ 2,8 bi (R$ 2.755 mi), contra R$ 2.801 mi em junho. A relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado dos últimos 12 meses ficou em 1,38x, ante 1,68x no 2T26 e 2,45x em setembro de 2025. A liquidação financeira da renegociação da UBP gerou desembolso líquido de R$ 262 mi, com impacto no fluxo de caixa livre. Após efeitos tributários, o ganho líquido da operação foi de R$ 315 mi.
Segue em andamento a venda da participação da Votorantim S.A. (68,596% do capital) ao consórcio formado por Chalco e Rio Tinto, ao preço base de R$ 10,50 por ação. A conclusão depende de condições precedentes e aprovações regulatórias. O fechamento implicará a realização de oferta pública de aquisição de ações (OPA) para os demais acionistas.







