CBAV3

Companhia Brasileira de Alumínio - CBAMateriais Básicos

SCORE 5,0
R$ 11,08+R$ 0,06(+0,54%)
SCORE 5,0+ Carteira

Principais indicadores · Materiais Básicos

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Dividend Yield
0,40 %
Preço/Lucro
58,89
Preço/VPA
1,56
ROE
2,65 %
ROIC
4,58 %
Margem líquida
1,40 %
CAGR Receita líquida 5A
N/A
Market Cap
R$ 7,21 B
Liquidez corrente
2,11
Margem bruta
8,35 %
Preço
R$ 11,08
Preço/Ativos
0,51

Cotação

5,0/10 · fundamentos na média
Rentabilidade4,0
Consistência1,7
Negociabilidade6,5
Liquidez10,0
Crescimento0,0
Alavancagem7,6

Análise Fundamentalista de CBAV3 (Companhia Brasileira de Alumínio - CBA)

IA

A Companhia Brasileira de Alumínio - CBA atua no setor de Materiais Básicos, no subsetor de Mineração e segmento de Minerais Metálicos, com ações negociadas na B3 sob o ticker CBAV3. A empresa é focada na extração de minério de alumínio (bauxita) e em atividades industriais associadas, como serviços de usinagem, caldeiraria e montagem de maquinário, compondo uma cadeia integrada de produção de alumínio. Sua trajetória inclui expansão por novas jazidas e diversificação para reciclagem de alumínio, o que sugere atuação em diferentes etapas do ciclo do metal.

Nos fundamentos financeiros, a CBA apresenta indicadores de rentabilidade modestos, com margens bruta, EBIT e líquida relativamente estreitas, o que é comum em negócios intensivos em capital como mineração e metalurgia. O ROE e o ROIC positivos, porém reduzidos, indicam retorno limitado sobre o patrimônio e o capital investido. A relação Dívida Líquida/EBITDA em torno de 2,6 sugere alavancagem administrável, enquanto a liquidez corrente e a liquidez seca acima de 1,0 apontam para conforto no cumprimento de obrigações de curto prazo. Esses indicadores devem ser interpretados em conjunto com as características cíclicas do setor.

A empresa obteve nota 5,0 no Visno Score, indicando um conjunto de fundamentos financeiros intermediário. O destaque positivo fica para a liquidez, que aparece bem avaliada, enquanto a rentabilidade e a consistência histórica sugerem espaço para melhoria. A negociabilidade das ações CBAV3 é razoável, o que tende a favorecer o acesso do investidor ao papel na B3.

Análise gerada por IA com base na metodologia Visno Score. Dados extraídos de demonstrações financeiras públicas (CVM/B3). Conteúdo informativo — não constitui recomendação de investimento.

Visão dos resultados

Evolução da receita e do lucro líquido

Use o gráfico para visualizar a relação entre o crescimento do negócio e o lucro.

As barras representam a receita; a linha representa o lucro líquido.

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Dados cadastrais

Situação
Fase Operacional
Anos na bolsa
5
Código CVM
25984
CNPJ
61.409.892/0001-73
Dt. últ. preço
31/07/2026
Dt. últ. resultado
31/03/2026
Dt. próx. resultado
04/08/2026
Free float
31,40 %

Sobre Companhia Brasileira de Alumínio - CBA

Companhia Brasileira de Alumínio - CBA é uma produtora de alumínio com atuação integrada em toda a cadeia, desde a mineração de bauxita até a fabricação de produtos primários e transformados, além de atividades de reciclagem e geração de energia elétrica. Constituída em 1941, a empresa iniciou suas operações com a Unidade de Mineração de Poços de Caldas, em Minas Gerais, para abastecer a primeira fábrica instalada na fazenda Rodovalho, no então município de Mairinque (SP), hoje Alumínio (SP). A inauguração oficial da Companhia ocorreu em 1955, com um parque fabril integrado que já reunia, em um mesmo local, o processamento de bauxita e a produção de alumínio primário e produtos transformados. Ao longo das décadas seguintes, a CBA consolidou-se como um dos principais agentes da indústria de alumínio no Brasil, tendo detido, em 1978, participação relevante na produção nacional e contribuído para a organização do setor por meio da fundação da Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), em 1970. Suas ações são negociadas na B3 sob o ticker CBAV3.

Desde as primeiras décadas de atuação, a Companhia Brasileira de Alumínio estruturou um modelo de negócios verticalizado, que combina mineração, refino de alumina, fundição e laminação em uma cadeia integrada. A empresa é reconhecida como a única companhia de alumínio totalmente integrada no Brasil, atuando desde a extração da bauxita em unidades próprias até a entrega de um portfólio amplo de produtos primários, transformados e soluções customizadas em alumínio. Essa integração inclui ainda a autoprodução de energia elétrica, com um conjunto de usinas hidrelétricas e ativos eólicos dedicados majoritariamente ao suprimento das operações industriais. O controle da CBA é exercido pela Votorantim S.A., holding brasileira de capital fechado com diversificação em materiais de construção, mineração e metalurgia, energia renovável e outros segmentos, o que confere à CBA inserção em um grupo empresarial de grande porte e vocação de longo prazo.

As atividades principais da CBA abrangem a mineração de bauxita, o refino de alumina, a produção de alumínio primário e a fabricação de produtos transformados de maior valor agregado, além da reciclagem de sucata de alumínio e da comercialização de energia excedente. No segmento de alumínio, a empresa produz lingotes, alumínio líquido, tarugos, vergalhões, bobinas casters e placas, que compõem a etapa de primários, concentrada na unidade industrial de Alumínio (SP). A partir desses insumos, são fabricadas folhas e chapas laminadas, bem como perfis extrudados, que atendem a uma ampla gama de aplicações industriais e de consumo. A CBA também mantém operações de trading de lingotes, vendas de bauxita, alumina e hidrato em volumes excedentes à sua demanda interna, além de operar serviços de conversão de sucata (tolling), que reforçam sua posição na cadeia de valor do alumínio.

No campo dos produtos transformados, a Companhia Brasileira de Alumínio desenvolve folhas e chapas destinadas principalmente às indústrias de embalagens, construção civil, transportes, bens de consumo, máquinas e equipamentos, refrigeração e sistemas de ar-condicionado. As chapas, laminadas a partir de bobinas casters ou placas fundidas, podem atingir grandes espessuras e são empregadas em laterais de ônibus e furgões, utensílios domésticos, revestimentos industriais e arquitetônicos, além de sinalização comercial. As folhas de alumínio, por sua vez, são amplamente utilizadas em embalagens longa vida para leite e sucos, embalagens flexíveis como stand-up pouches, rolos domésticos e bandejas descartáveis, além de trocadores de calor e componentes automotivos e de refrigeração. Os perfis extrudados produzidos a partir de tarugos da própria Companhia são direcionados sobretudo aos mercados de construção civil, para janelas e portas, e de transportes, em aplicações estruturais de veículos. A empresa também opera centros de soluções e serviços, que trabalham em coengenharia com clientes para desenvolver peças, componentes e kits multicomponentes customizados.

A estrutura produtiva da CBA é baseada em uma cadeia integrada de ativos industriais e de mineração. A empresa possui três unidades de mineração de bauxita, localizadas em Barro Alto (GO), Zona da Mata (MG) e Poços de Caldas (MG), com recursos suficientes para assegurar autossuficiência no minério por horizonte superior a duas décadas. A bauxita é transportada por ferrovia até a fábrica de Alumínio (SP), que concentra o refino de alumina, a produção de alumínio primário e parte relevante da laminação e extrusão. Complementarmente, a CBA opera a unidade de Itapissuma (PE), dedicada a folhas e chapas laminadas, a Metalex em Araçariguama (SP), especializada em reciclagem de sucata e produção de tarugos, e a Alux do Brasil em Nova Odessa (SP), produtora de ligas secundárias de alumínio. Centros de reciclagem em Araçariguama e São José do Rio Preto (SP) foram implantados para ampliar a captação e processamento de sucata pós-consumo, incluindo materiais obsoletos do mercado doméstico e externo, reforçando o abastecimento das unidades de fundição e laminação.

O mercado atendido pela Companhia Brasileira de Alumínio é diversificado e composto por setores com potencial de crescimento vinculado, entre outros fatores, à descarbonização da economia e à substituição de materiais mais intensivos em carbono. A empresa fornece alumínio e soluções derivadas para os segmentos de construção civil, embalagens, transportes, automotivo, fios e cabos, bens de consumo e outras cadeias industriais. Nenhum cliente isolado responde por mais de 10% da receita líquida, o que resulta em uma base de clientes pulverizada e reduz concentração de risco comercial. A maior parte das vendas de alumínio da CBA está concentrada na região Sudeste do Brasil, principal polo consumidor do país, aproveitando a localização estratégica da planta de Alumínio (SP) em relação às minas e aos centros industriais. A Companhia também realiza operações ligadas à exportação de produtos de alumínio e à importação de sucata, embora o detalhamento de receitas por país não tenha sido destacado no extrato apresentado.

Além do alumínio, a empresa opera um segmento de energia dedicado à gestão e comercialização do excedente de geração elétrica proveniente de seu portfólio de ativos de geração. A CBA detém direta ou indiretamente concessões de usinas hidrelétricas de autoprodução e produção independente de energia, distribuídas principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, somando aproximadamente 1,4 GW de capacidade instalada renovável ajustada à sua participação, complementados por parques eólicos adquiridos em 2021, elevando a capacidade total para cerca de 1,6 GW. A energia gerada é prioritariamente consumida nas operações de alumínio, com o excedente comercializado no mercado livre por meio do segmento de energia, enquanto a energia fornecida internamente ao segmento de alumínio é eliminada na consolidação. Essa estrutura diminui a exposição da Companhia à volatilidade de preços de energia elétrica, insumo crítico para a produção de alumínio, e contribui para a competitividade de custos em comparação à média global da indústria.

As operações da Companhia Brasileira de Alumínio estão sujeitas a um ambiente regulatório robusto, com destaque para a legislação minerária brasileira e as normas do setor elétrico. Na mineração, a empresa atua sob o regime de autorização e concessão previsto no Código de Mineração e regulamentos associados, sendo a Agência Nacional de Mineração (ANM) e o Ministério de Minas e Energia (MME) as principais autoridades responsáveis pela concessão de direitos de pesquisa e lavra, fiscalização das operações, segurança de trabalhadores e comunidades, e exigência de recuperação ambiental das áreas mineradas. As concessões de lavra são outorgadas por prazo indeterminado, condicionadas ao cumprimento de obrigações legais, pagamento de royalties e taxas setoriais, execução dos planos aprovados e atendimento à legislação ambiental. Na geração de energia, as usinas da CBA operam por meio de concessões outorgadas pelo poder concedente, com prazos definidos, possibilidade de prorrogação e sujeitas a reguladores como a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e o próprio MME.

Aspectos ambientais, sociais e de governança têm papel central na estratégia da Companhia Brasileira de Alumínio. A empresa opera com portfólio de geração de energia 100% renovável em sua base hidrelétrica e eólica, adota caldeiras de biomassa na refinaria de alumina e investe em tecnologias para redução de emissões nas salas de fornos, como o projeto Green Soderberg, que moderniza a alimentação eletrolítica, reduzindo emissões de gases de efeito estufa, material particulado e flúor. Na mineração, a CBA realiza recuperação de áreas mineradas, devolvendo terras a superficiários em condições de produtividade e fertilidade comparáveis ou superiores às originais. A Companhia é certificada pela Aluminum Stewardship Initiative (ASI) em padrões de performance e cadeia de custódia, é signatária do Pacto Global e participa de iniciativas empresariais voltadas ao clima, transparência e combate à corrupção. A CBA também integra índices de sustentabilidade na B3, como o ISE B3 e o IDIVERSA B3, e apresenta ratings ESG relevantes em avaliações internacionais, alinhando práticas de gestão de riscos ambientais, sociais e de governança ao posicionamento de produtora de alumínio de baixo carbono.

A CBA reforça ainda seu compromisso social e de governança por meio de iniciativas voltadas à diversidade, saúde e bem-estar de empregados, participação em movimentos de liderança empresarial alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e projetos de conservação e uso sustentável de biomas, como o Legado das Águas, maior reserva privada de Mata Atlântica do país, e o Legado Verdes do Cerrado, primeira Reserva de Desenvolvimento Sustentável nesse bioma. Em conjunto, a integração da cadeia produtiva, o controle acionário pela Votorantim, o portfólio energético renovável e as certificações internacionais posicionam a Companhia Brasileira de Alumínio - CBA, emissora das ações CBAV3 na B3, como um agente relevante na indústria de alumínio e na agenda de descarbonização e economia circular no Brasil.

Perguntas frequentes sobre CBAV3

Qual a cotação de CBAV3 hoje?

A cotação de CBAV3 em 31/07/2026 é de R$ 11,08. O preço é atualizado conforme os dados mais recentes disponíveis da B3.

CBAV3 paga dividendos?

Nos últimos 12 meses, CBAV3 pagou dividendos e/ou JCP no mês de abril, totalizando R$ 0,04 por ação (Dividend Yield de 0,40%). Os pagamentos dependem dos resultados e das decisões do conselho de administração.

Como comprar ações de CBAV3?

Para comprar ações de CBAV3 (Companhia Brasileira de Alumínio - CBA), é necessário ter conta em uma corretora com acesso à B3. Após isso, basta buscar pelo código CBAV3 e enviar uma ordem de compra pela plataforma da corretora.

Como analisar as ações de CBAV3?

Para analisar CBAV3, considere indicadores como P/L de 58,89, Dividend Yield de 0,40%, ROE de 2,65%, margem líquida de 1,40%. A avaliação deve incluir comparação com empresas do mesmo setor e o histórico financeiro da empresa.