Na quinta-feira, 29 de outubro de 2026, a Vale (VALE3) divulgou que obteve lucro líquido atribuível aos acionistas de US$ 1,255 bilhão no terceiro trimestre de 2026 (3T26), queda de 53% em relação aos US$ 2,685 bilhões do 3T25 e recuo de 9% frente ao 2T26. No mesmo período, a receita líquida de vendas somou US$ 10,599 bilhões, alta de 2% na comparação anual, enquanto o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) proforma atingiu US$ 3,508 bilhões, 20% menor que um ano antes.

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Segundo o relatório, o recuo do EBITDA proforma no 3T26 foi influenciado principalmente por preços realizados mais baixos de finos de minério de ferro, maiores custos e despesas — incluindo paralisação das operações de Fábrica e Viga, aumento de compras de terceiros em minério de ferro e níquel e manutenções programadas em níquel — e efeitos externos como custos de frete mais altos e apreciação do real. Esses impactos foram parcialmente compensados por preços maiores de cobre, níquel e subprodutos.

O negócio de Soluções de Minério de Ferro gerou EBITDA ajustado de US$ 2,633 bilhões no 3T26, queda de 34% na comparação anual, em meio a preços menores e custos all-in de minério de ferro de US$ 60,4 por tonelada, 21% superiores ao 3T25. Já a unidade Vale Metais Básicos respondeu por EBITDA ajustado de US$ 1,105 bilhão, aumento de 61% a/a, sustentado por maiores preços realizados de cobre e níquel e forte contribuição de subprodutos, mesmo com custos mais elevados em níquel.

A geração de Fluxo de Caixa Livre Recorrente foi de US$ 1,373 bilhão no 3T26, 12% abaixo do mesmo trimestre de 2025, impactada pelo menor EBITDA proforma, mas parcialmente compensada por liberação de capital de giro, menores pagamentos de impostos e ganhos com derivativos, que contribuíram com US$ 249 milhões no trimestre. O Fluxo de Caixa Livre totalizou US$ 2,230 bilhões, redução de 9% a/a, apoiado por liberação de caixa não recorrente ligada a incentivos fiscais.

Em endividamento, a dívida líquida da Vale fechou setembro de 2026 em US$ 13,097 bilhões, alta de 5% em doze meses, enquanto a dívida líquida expandida, que inclui provisões de Brumadinho e Samarco e efeitos de swaps, somou US$ 16,413 bilhões, ligeira queda de 1% na base anual e redução de US$ 264 milhões em relação ao 2T26, reflexo da geração de caixa no período.

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