A Simpar (SIMH3) registrou lucro líquido ajustado das operações continuadas de R$ 137 mi no 3T26 (R$ 137,0 mi), ante prejuízo ajustado de R$ 128,6 mi no 3T25. Segundo a companhia, o resultado reflete a melhora operacional e a alocação de capital e não inclui o fechamento da venda da CS Porto Aratu. O lucro líquido contábil foi de R$ 129,4 mi, contra prejuízo de R$ 238,5 mi um ano antes.

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A receita bruta somou R$ 12,7 bi (R$ 12.747,1 mi), alta de 4,6% sobre o 3T25. A receita líquida foi de R$ 11,6 bi (R$ 11.559,8 mi), avanço de 4,1%. A receita líquida de serviços chegou a R$ 9,5 bi, crescimento de 5,8%, com contribuição de Movida, Vamos e JSL.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 3,5 bi (R$ 3.486,4 mi), alta de 19,9% a/a, com margem de 30,4%. O EBITDA ajustado foi de R$ 3.505,1 mi, avanço de 16,1%. A companhia cita maturação de contratos, recomposição de preços e redução de despesas comerciais e administrativas, que caíram 1,3 ponto percentual e chegaram a 9,6% da receita de serviços.

A dívida líquida/EBITDA ficou em 2,7x, contra 3,5x no 3T25, o menor nível desde o IPO de 2010. A dívida líquida, sem o banco BBC, foi de R$ 39,2 bi, queda de 5,4% a/a. O caixa consolidado somou R$ 14,5 bi, incluindo R$ 1,4 bi em linhas disponíveis e não utilizadas. No trimestre, houve captações de R$ 4,6 bi, com prazo médio de 4,7 anos e custo médio de CDI + 2,2% ao ano.

Na holding, o caixa foi de R$ 3,9 bi, e a Simpar recomprou R$ 723 mi em dívidas até o 3T26, sendo R$ 472 mi no trimestre, o equivalente a 72% da meta de R$ 1,0 bi. A venda da CS Porto Aratu, anunciada em julho por R$ 1,8 bi (valor da empresa), aguarda condições precedentes, e os R$ 650 mi previstos no fechamento ainda não foram recebidos. A empresa também anunciou a venda de 50% do BRT Sorocaba e a compra de 50% da CS Mobi Leste SP, com recebimento líquido de R$ 65 mi.

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