A PRIO (PRIO3) registrou lucro líquido (ex-IFRS 16) de US$ 521 mi no terceiro trimestre de 2026 (3T26), alta de 468% sobre o 3T25. No período, a receita total foi de US$ 1,6 bi, aumento de 171%. A companhia atribui o desempenho ao crescimento operacional, com alta de 117% na produção e de 94% nas vendas, e à valorização de 34% do Brent (petróleo de referência) ante o 3T25.
O EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, sem efeitos não recorrentes), calculado sem o efeito do IFRS 16 (norma contábil de arrendamentos), somou US$ 1,1 bi, alta de 235%. A margem EBITDA ajustada foi de 78%, ante 57% no 3T25. A receita líquida foi de US$ 1,4 bi (US$ 1.369,7 mi), crescimento de 146%. O resultado das operações atingiu US$ 1,1 bi, alta de 213%.
A produção média foi de 191,6 mil barris por dia, recorde da companhia, com alta de 11% sobre o 2T26. As vendas somaram 17,2 milhões de barris, também recorde. O lifting cost (custo de extração por barril) ficou em US$ 7,9 por barril, queda de 55% ante o 3T25 e de 11% ante o 2T26. O desconto médio na venda do petróleo foi de US$ 7,45 por barril, ante US$ 6,91 no 2T26, por causa do aumento do frete marítimo.
Na linha de outras receitas operacionais, a PRIO reconheceu US$ 72 mi referentes ao reembolso de seguro do reparo do gasoduto de Peregrino. O imposto de exportação de petróleo, vigente desde 12 de março de 2026, elevou os impostos sobre vendas para US$ 119 mi, ante US$ 9 mi no 3T25. Royalties e participação especial somaram US$ 135 mi, alta de 112%.
A dívida líquida caiu cerca de US$ 586 mi ante o 2T26, para US$ 3,46 bi, e a relação dívida líquida/EBITDA ajustado ficou em 1,1x. A companhia recomprou 6,1 milhões de ações por US$ 71 mi. Amortizou US$ 13 mi em dívidas com vencimento em 2026 e refinanciou US$ 213 mi de 2027 para 2028 e 2029. Em outubro, adquiriu os blocos Magnetita e Hematita no leilão de Oferta Permanente de Partilha de Produção da ANP. A teleconferência de resultados ocorre em 5 de novembro de 2026, às 15h.






