A Petrobras (PETR4) registrou no terceiro trimestre de 2026 produção própria total recorde de 3,512 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed) de óleo, LGN e gás natural, alta de 11,7% em relação ao 3T25 e de 5,3% frente ao 2T26. O avanço foi atribuído ao maior nível de eficiência da produção em oito anos, ao ramp-up das plataformas FPSO P-78 e P-79 no campo de Búzios, ao topo de produção do FPSO Alexandre de Gusmão no campo de Mero e ao menor volume de perdas por paradas de manutenção.

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No período, a produção de óleo no pré-sal alcançou 2.454 mil barris por dia (mbpd), crescimento de 6,7% ante o 2T26, enquanto a produção total operada atingiu 5,082 MMboed. A produção própria no pré-sal somou 2,96 MMboed e o Índice de Utilização do Gás Associado (IUGA) foi recorde de 98,3%, acima dos 98,1% do 4T25. No trimestre, entraram em operação 12 novos poços produtores, sendo 6 na Bacia de Campos e 6 na Bacia de Santos.

No segmento de Refino, Transporte e Comercialização, as vendas de derivados no mercado interno somaram 1.854 mbpd no 3T26, aumento de 6,4% em relação ao 2T26 e de 2,8% na comparação com o 3T25, com destaque para o diesel, cujas vendas cresceram 14,4% no trimestre, e para o querosene de aviação (QAV), com alta de 9,9%. As exportações de petróleo e derivados foram recorde de 1.251 mbpd no 3T26, enquanto o saldo líquido das exportações ficou em 918 mbpd, 14,6% abaixo do trimestre anterior em função da elevação de 114,1% nas importações.

A produção total de derivados atingiu 1.873 mbpd no 3T26, 4,6% acima do 3T25 e 2,3% abaixo do 2T26, influenciada por paradas programadas de manutenção na RPBC. Houve recorde trimestral de produção de diesel de 769 mbpd e recorde mensal em julho de 792 mbpd. O fator de utilização total do parque de refino foi de 99%, 5 pontos percentuais superior ao 3T25, com participação de médios (diesel e QAV) e gasolina de 68% no volume produzido.

No negócio de gás e energias de baixo carbono, o volume de gás natural vendido e utilizado para consumo interno foi de 47 milhões de metros cúbicos por dia no 3T26, alta de 4,4% frente ao 2T26, sustentada pela maior oferta de gás nacional e pela maior demanda termelétrica. As emissões operacionais de gases de efeito estufa (GEE) das atividades de óleo e gás somaram 37,5 milhões de toneladas de CO₂ equivalente no acumulado de nove meses de 2026, ante 35,0 milhões de toneladas no 9M25, enquanto a intensidade de emissões no E&P recuou para 14,1 kgCO₂e por boe produzido no 9M26, frente a 14,7 kgCO₂e em 2025.

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