A Construtora Tenda (TEND3) registrou lucro líquido consolidado de R$ 57,3 mi no 3T26, contra R$ 111,7 mi no 3T25. O resultado foi impactado em R$ 49,1 mi pela marcação a mercado dos contratos de Swap (derivativo) referenciados em ações da própria companhia, que refletiu a desvalorização de TEND3 no trimestre. Segundo a empresa, o efeito é contábil, sem desembolso de caixa, e a liquidação está prevista para abril e setembro de 2027.
Excluído o Swap, o lucro líquido consolidado foi de R$ 106,4 mi, alta de 3,7% sobre o 3T25. Sem o Swap e o SOP (programa de opções de ações), o lucro foi de R$ 117,9 mi. No acumulado dos nove meses de 2026, o lucro ex-Swap somou R$ 419,9 mi, 65,2% acima do mesmo período de 2025.
A receita líquida consolidada atingiu R$ 1.254,1 mi no 3T26, alta de 10,5% sobre o 3T25, e R$ 3.728,9 mi em nove meses, alta de 24,6%. O lucro bruto ajustado foi de R$ 407,6 mi, alta de 14,8%, com margem bruta ajustada de 32,5%. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado do segmento Tenda foi de R$ 227,8 mi, alta de 2,2%, com margem de 19,6%. A margem bruta ajustada do segmento Tenda ficou em 34,6%, 5,3 p.p. abaixo do 2T26 (39,9%). A empresa atribui a queda à redução do pró-soluto pós-chaves (TCD, parcela do preço financiada diretamente pela construtora), de 10% para 7,1% do preço nominal, ao custo de obras e ao repasse legado no Rio de Janeiro, além do aumento de distratos (desistências de compra), que somaram 1.231 unidades, alta de 52% sobre o 2T26. A administração cita a greve da Caixa Econômica Federal em setembro, a redução temporária do limite de comprometimento de renda e o maior rigor na concessão de crédito.
A geração de caixa operacional consolidada foi de R$ 82,4 mi, o 14º trimestre consecutivo de geração. A dívida líquida corporativa sobre patrimônio líquido fechou em 0,1%, e o caixa total foi de R$ 923,8 mi. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) dos últimos 12 meses, ex-Swap, foi de 39,0%. Os lançamentos somaram R$ 1.641,6 mi em VGV (valor geral de vendas) em 14 empreendimentos, alta de 5,0% sobre o 3T25. As vendas líquidas consolidadas foram de R$ 1.287,0 mi, e o banco de terrenos chegou a R$ 35.544,6 mi em VGV.
Para 2026, a Tenda projeta EBITDA ajustado de R$ 1.100 mi a R$ 1.200 mi no segmento Tenda (R$ 811,1 mi realizados em nove meses), vendas líquidas de R$ 5.500 mi a R$ 6.000 mi e lucro líquido consolidado ex-Swap de R$ 600 mi a R$ 660 mi (R$ 419,9 mi realizados até setembro).







