A Equatorial Energia (EQTL3) divulgou nesta quinta-feira, 29 de outubro de 2026, o release operacional preliminar e não auditado do 3T26. No período, a companhia registrou crescimento de 9,7% na energia injetada bruta nas concessões de distribuição, enquanto a geração consolidada líquida dos ativos renováveis atingiu 1.507,9 GWh, aumento de 14,3% em relação ao 3T25.

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O avanço da energia injetada foi impulsionado principalmente pelas classes residencial, comercial, rural e poder público, além do crescimento da micro e minigeração distribuída (MMGD). O trimestre foi marcado por condições climáticas mais intensas associadas ao fenômeno El Niño, que contribuíram para o aumento do consumo. O Mercado Fio B, que reflete o mercado de uso da rede de distribuição, cresceu 4,9%, com destaques para Amapá (11,4%), Alagoas (11%), Pará (7,1%), Goiás (4,9%), Maranhão (4,7%) e Piauí (4,2%).

Na área de renováveis, a geração consolidada líquida de 1.507,9 GWh no 3T26 resultou de potencial de geração de 1.862,0 GWh e menor incidência de constrained-off (redução de 34,8% frente ao 3T25). Os efeitos de constrained-off representaram cerca de 354 GWh, ou 19% do potencial de geração, ante 29,2% no mesmo trimestre do ano anterior, refletindo melhores condições de escoamento da energia do portfólio.

No segmento de distribuição, as perdas consolidadas em 12 meses ficaram em 18,1% no 3T26, alta de 0,1 ponto percentual (p.p.) frente ao 3T25 e de 0,2 p.p. ante o 2T26. Mesmo com essa elevação, o índice permanece 0,8 p.p. abaixo do nível regulatório de 18,9%. Houve redução das perdas em relação ao 3T25 na CEA (-2,5 p.p.), Equatorial Maranhão e Alagoas (-0,5 p.p. cada) e Equatorial Piauí (-0,3 p.p.), e cinco distribuidoras operam abaixo do limite regulatório: Maranhão, Piauí, Alagoas, Amapá e Goiás.

No saneamento, o 3T26 encerrou com cerca de 92,3 mil economias faturadas em água, das quais 19,6 mil também atendidas por coleta e tratamento de esgoto. O volume de água faturado somou 5.031,5 mil m³, queda de 7,7% na comparação anual, influenciada pela redução de economias faturadas e pelo avanço da hidrometração. Já o volume faturado de esgoto cresceu 7,1%, chegando a 1.137 mil m³, com índices de cobertura de 71,7% para abastecimento de água e 15,5% para esgoto. O índice de perdas na distribuição de água ficou em 67,8%, alta de 4,9 p.p. em relação ao 3T25.

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