Na segunda-feira, 26 de outubro de 2026, a Gerdau S.A. (GGBR4) divulgou os resultados do terceiro trimestre de 2026 (3T26), com lucro líquido ajustado de R$ 1,5 bilhão e lucro líquido de R$ 1,6 bilhão. A receita líquida somou R$ 18,7 bilhões no período e o EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 3,8 bilhões, com margem de 20,2%.
As vendas de aço totalizaram 2,9 milhões de toneladas no 3T26, praticamente estáveis frente ao 2T26 e 5,6% abaixo do 3T25. A América do Norte respondeu por mais de 76% do EBITDA consolidado, com EBITDA ajustado de R$ 2,9 bilhões e margem de 27,7%, enquanto o Brasil registrou EBITDA ajustado de R$ 741 milhões e a América do Sul, de R$ 160 milhões.
No trimestre, o lucro bruto consolidado foi de R$ 3,4 bilhões, 18,4% superior ao 2T26 e 56,4% maior que no 3T25. A dívida líquida encerrou setembro em R$ 7,7 bilhões, com indicador dívida líquida/EBITDA ajustado de 0,58 vez, ante 0,69 vez no 2T26 e 0,81 vez no 3T25. O fluxo de caixa livre foi positivo em R$ 1,4 bilhão, apoiado pelo menor consumo de capital de giro.
Com base nos resultados do 3T26, o conselho de administração aprovou a distribuição de dividendos de R$ 0,34 por ação, totalizando R$ 667,0 milhões, com pagamento em 15 de dezembro de 2026 e data-base em 10 de novembro de 2026. No trimestre, a companhia também avançou no Programa de Recompra de Ações 2026, atingindo cerca de 32% do volume autorizado e investindo R$ 344,1 milhões até início de outubro.
Entre os demais destaques do 3T26, a Gerdau investiu R$ 955 milhões em CAPEX, acumulando R$ 3,1 bilhões em nove meses, iniciou a operação de um centro de reciclagem em Pindamonhangaba e avançou para a fase final de testes integrados da plataforma de mineração sustentável de Miguel Burnier, cujo início de operação segue previsto para o 4T26. As agências Fitch e S&P Global Ratings revisaram a perspectiva de rating da companhia de estável para positiva, mantendo as notas brAAA na escala nacional e BBB na escala global.





