O Grupo Energisa (ENGI11) informou que o consumo consolidado de energia elétrica, somando mercados cativo e livre, alcançou 3.863 GWh em agosto de 2026, crescimento de 10% em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado de 2026, o consumo totalizou 29.483 GWh, avanço de 5% na comparação com os oito primeiros meses do ano anterior.

Segundo a companhia, o desempenho de agosto foi impulsionado principalmente pelas classes residencial e comercial, apoiadas pela expansão vegetativa do mercado, renda em crescimento, mercado de trabalho resiliente e condições climáticas mais intensas, com alta de 22% no indicador Cooling Degree Days (CDD) no agregado do Grupo. Todas as nove distribuidoras apresentaram aumento de consumo no mês, com destaque para EAC (+15%), EMS (+13%) e EMT (+13%).

No acumulado de 2026, o crescimento do consumo reflete o avanço das classes residencial, comercial e industrial, influenciado pela incorporação de novas cargas, expansão do mercado de trabalho e da renda, e maiores índices de CDD nas regiões Norte e Centro-Oeste. Entre as distribuidoras, destacaram-se EMT (+8%), ERO (+5%) e ESE (+5%) em termos de crescimento de consumo no período.

O boletim também mostra que o fornecimento não faturado acompanhou a trajetória do consumo faturado, com crescimento tanto em agosto quanto no acumulado de 2026. O número de dias faturados permaneceu praticamente estável frente a 2025, sem influência relevante sobre o desempenho desse fornecimento.

No segmento de gás natural, a Energisa Distribuição de Gás (EDG) reportou volume total distribuído de 178.171 mil m³ em agosto de 2026, queda de 11% em relação a 2025, puxada pelo recuo de 18% no segmento industrial. No acumulado de 2026, porém, o volume de gás distribuiu 1.466.400 mil m³, alta de 5%, influenciada sobretudo pelo crescimento de 33% no mercado livre, de 110% na comercialização e pelo aumento do uso térmico, que somou 19.493 mil m³ ante 1.054 mil m³ no mesmo período de 2025.

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