Na divulgação de resultados do ano de 2025, publicada nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, a Movida (MOVI3) informou lucro líquido de R$ 318 mi, alta de 37,5% em relação a 2024. A companhia registrou retorno sobre o capital investido (ROIC) de 16,6% em 2025, nível apontado como o maior de sua história.
No mesmo período, a receita líquida consolidada somou R$ 14,672 bi, crescimento de 8,8% sobre 2024, impulsionada principalmente pela receita líquida de locação, que alcançou R$ 7,879 bi, avanço de 18,7%. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado foi de R$ 5,686 bi em 2025, aumento de 21,0% frente ao ano anterior, enquanto o EBIT atingiu R$ 3,256 bi, alta de 24,3%.
A frota total ao fim de 2025 foi de 275 mil veículos, crescimento de 2,4% na comparação anual, com frota média operacional de 227 mil carros, alta de 6,0% ante 2024. A margem EBITDA de locação ficou em 71,3% no ano, avanço de 2,0 pontos percentuais em relação a 2024, e a margem EBITDA consolidada atingiu 36,4%, frente a 32,7% no ano anterior.
Por segmento, o negócio de aluguel de carros (RAC) registrou receita líquida de R$ 3,5 bi em 2025, crescimento de 15,4% sobre 2024, com EBITDA de R$ 2,4 bi e margem EBITDA de 67,4%. Em gestão e terceirização de frotas (GTF), a receita líquida foi de R$ 4,1 bi, alta de 21,9%, com EBITDA de R$ 3,1 bi e margem EBITDA de 75,9%. Em seminovos, a empresa vendeu 97,3 mil veículos em 2025, com receita líquida de R$ 6,8 bi e margem EBITDA de 1,0%.
O indicador de alavancagem, medido por dívida líquida sobre EBITDA, encerrou 2025 em 2,6 vezes, abaixo das 3,0 vezes observadas no fim de 2024. Para o primeiro trimestre de 2026, a Movida divulgou projeção de lucro líquido entre R$ 110 mi e R$ 130 mi, o que representaria aumento de cerca de 54% em relação ao lucro de R$ 78 mi registrado no 1T25 e valor acima do consenso de mercado de R$ 70 mi.






