A Desktop (DESK3) informou em 22 de março de 2026 que seus acionistas Makalu, Denio Alves Lindo, Mucio Camargo de Assis Filho, Marcos Camargo de Assis e José Carlos Franco Júnior assinaram em 20 de março de 2026 contrato para vender à Claro NXT Telecomunicações 84.684.273 ações ordinárias da companhia, equivalentes a aproximadamente 73,01% do capital social.
O preço de compra foi definido com base em um Enterprise Value (valor total econômico da empresa) de R$ 4 bi, a ser ajustado pela dívida líquida na data de fechamento. Considerando a dívida líquida de R$ 1.585.250.620 em 30 de setembro de 2025, o preço base total é de R$ 2.414.749.380, o que corresponde a R$ 20,82 por ação, sujeito a ajustes previstos no contrato.
O pagamento será feito em reais, com o preço base ajustado, chamado de preço de fechamento, quitado na data de conclusão da operação. A diferença decorrente da confirmação dos ajustes ligados à variação da dívida líquida será paga após a apuração final desses valores.
Na data de fechamento, parte do preço de fechamento, calculada pela multiplicação de R$ 175 mi pela razão entre as ações vendidas e o total de ações da Desktop, será depositada em uma conta escrow (conta vinculada) para garantir obrigações de indenização dos vendedores. Esse valor será liberado mensalmente aos vendedores ao longo de cinco anos, desde que não ocorram perdas à compradora ou demandas de terceiros relacionadas às matérias cobertas pela indenização especial.
A conclusão da operação depende de condições como a aprovação prévia pelo CADE e pela Anatel, além de assembleia geral extraordinária para excluir integralmente a Seção II do Capítulo VIII do Estatuto Social da Desktop. Após o fechamento, a Claro NXT deverá registrar na CVM uma oferta pública de aquisição de ações por tag along, oferecendo aos demais acionistas um preço por ação, em reais, no mínimo igual ao preço de aquisição.






