A CCR (CCRO3) divulgou nesta quinta-feira (25/04) sua nova Política Financeira, que foi aprovada pelo Conselho de Administração na véspera e entrou em vigor imediatamente. O documento estabelece um conjunto de diretrizes para a gestão financeira da companhia e suas controladas.

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Entre os principais pontos, a política determina que a estrutura de capital alvo a ser perseguida é de 60% de dívida e 40% de capital próprio (equity). O endividamento líquido não deverá exceder 3,5 vezes o EBITDA Ajustado por mais de 24 meses consecutivos, com objetivo de operar entre 2,5x e 3,5x.

Para novos endividamentos, a CCR fará distinção entre subsidiárias "maduras" e "não maduras". As maduras devem buscar prazos mínimos de 3 anos, enquanto as não maduras devem buscar prazos compatíveis com a duração dos ativos financiados ou até quando puderem acessar o mercado de capitais de forma autônoma.

A política veda exposição a operações de crédito em moeda estrangeira para empresas com operação principal no Brasil. Também estabelece limites de concentração por rating de contraparte para aplicações financeiras e derivativos.

O gerenciamento da liquidez será pautado por um "Caixa Mínimo Referência" capaz de atravessar cenários de stress de 9 meses sem acesso a mercado. A CCR será responsável pela gestão dos recursos mantidos em seu próprio caixa.

A nova política da CCR também aborda questões como estrutura de garantias, uso de derivativos e distribuição de proventos. O documento tem vigência de dois anos e prevê monitoramento trimestral pelo Comitê de Estratégia da companhia.

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