A Americanas (AMER3) informou que, em 08/01/2026, os requerentes da arbitragem CAM 236/23 apresentaram manifestação desistindo de todos os pedidos. O procedimento, que tramita sob sigilo e foi citado em comunicado de 22/06/2023, ainda aguarda decisão do Tribunal Arbitral sobre a extinção e sobre a responsabilização dos requerentes pelos custos e despesas, sem ônus para a Companhia. O comunicado é de 23/01/2026 e assinado por Sebastien Durchon, diretor financeiro e de Relações com Investidores.

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Este movimento reforça a narrativa de normalização institucional e redução de ruído jurídico no pós-RJ, sob liderança recém-estruturada na área financeira e de relações com investidores, desde a eleição de Sebastien Durchon como CFO/RI e a ênfase em normalização de governança. A retirada de pleitos em arbitragem reduz incerteza contingencial, libera tempo de gestão e contribui para previsibilidade de caixa, fatores críticos quando a Companhia busca consolidar disciplina operacional, reequilibrar o custo de capital e reconstruir a interlocução com credores. Além disso, decisões sobre alocação de recursos tornam-se mais lineares quando o passivo jurídico perde materialidade, favorecendo a execução do plano no varejo essencial e no digital mais seletivo.

A recorrência de desistências em procedimentos arbitrais já havia sido sinalizada no eixo de governança, com a desistência na arbitragem CAM 268/24 e a normalização das rotinas societárias do pós-RJ. Diferentemente do período em que a agenda era dominada por litígios e incertezas, o padrão recente aponta para redução de frentes de contencioso e retomada de ritos corporativos, o que melhora a legibilidade do caso para investidores e credores. Se confirmada a extinção do caso CAM 236/23 sem ônus, o efeito combinado é menor dispersão gerencial e um perfil de risco mais claro para decisões de financiamento e fornecedores.

Com menos ruído jurídico, a Americanas pode concentrar energia na execução do Plano de Recuperação Judicial e na monetização de ativos não core com regras previsíveis, como se viu no refino das regras competitivas na venda da UPI Uni.Co (stalking horse e right to top). Na prática, governança de contencioso e disciplina em desinvestimentos caminham juntas: reduzem assimetrias, elevam a qualidade do fluxo de caixa esperado e pavimentam a fase de execução e previsibilidade buscada no pós-RJ.

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