Americanas (AMER3) informou que a Fan Store Entretenimento S.A. (BandUP!) reapresentou, em 24/11/2025, sua proposta vinculante para aquisição da UPI Uni.Co, refletindo as novas condições do Edital do Processo Competitivo após petição de credores na RJ. A Companhia aceitou a reapresentação. Os termos centrais foram preservados, com a BandUP! mantendo o papel de stalking horse e o right to top; a novidade é que, caso a Melhor Oferta traga não só preço superior, mas também condições mais favoráveis de forma e prazo de pagamento, a BandUP! deverá igualar ou superar essas condições, além de ofertar pelo menos 1% acima do preço. O movimento está alinhado ao Plano de Recuperação Judicial, e a companhia destacou que manterá o mercado informado.
Este passo consolida o desenho competitivo já estabelecido na aceitação da proposta vinculante de 30/09/2025 para a UPI Uni.Co e a definição da BandUP! como stalking horse. Na prática, a inclusão explícita do critério de “forma e prazo de pagamento” no exercício do right to top eleva o tensionamento do leilão: além do overbid mínimo, a proponente precisa neutralizar diferenças no perfil de recebimento, preservando comparabilidade entre as ofertas, valor presente e previsibilidade de caixa. Ao manter o stalking horse ancorando o processo, a Americanas cria piso econômico e maximiza a chance de descoberta de preço em ambiente competitivo, conforme o rito da Lei 11.101/05.
O rito adotado também reforça disciplina e governança do PRJ, ao calibrar regras diante de contribuições de credores e sem oposição da Administração Judicial. Diferentemente de outros ativos do pipeline, a Uni.Co já está na fase de propostas vinculantes e regras de desempate, enquanto a HNT segue em prospecção, como reiterado na resposta ao Ofício da CVM sobre a HNT e manutenção do market sounding sem exclusividade (19/11/2025). O contraste entre “vinculante” e “market sounding” sinaliza maturidades distintas de desinvestimento: aqui, a Americanas avança para maximização de valor via competição formal; lá, preserva opcionalidade e poder de barganha ao manter o processo aberto, reduzindo ruídos e expectativas de curto prazo. Em comum, está o foco em monetizar ativos não core com regras claras e previsíveis.
Estratégica e financeiramente, a exigência de igualar condições de pagamento mitiga riscos de alongamento adverso do recebimento e favorece o fluxo de caixa durante a execução do PRJ, sem abrir mão de preço. A diretriz é coerente com a trajetória de foco e normalização observada nos resultados do 9M25 e o detalhamento do eixo de desinvestimentos (Uni.Co, HNT e UPI Ame), quando a companhia destacou simplificação do portfólio, disciplina de SG&A e avanço no cronograma de alienações. Em síntese, a reapresentação aceita hoje não inaugura uma nova estratégia, mas refina o mecanismo competitivo iniciado em setembro, reforçando o tripé de governança, maximização de valor e previsibilidade de caixa que sustenta a virada operacional no pós-RJ.







