A Lojas Quero-Quero (LJQQ3) registrou prejuízo líquido de R$ 51,2 mi no segundo trimestre de 2026 (2T26). No período, a receita bruta, líquida de devoluções e abatimentos, somou R$ 834,5 mi, alta de 9,7% sobre o 2T25, enquanto o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 32,6 mi, crescimento de 12,6% na mesma comparação.
No 2T26, a receita operacional líquida foi de R$ 726,3 mi, avanço de 8,8% em relação ao mesmo trimestre de 2025. O lucro bruto ficou praticamente estável em R$ 216,0 mi, com margem bruta de 25,9% sobre a receita bruta líquida, 2,4 pontos percentuais abaixo do 2T25. As vendas em mesmas lojas (SSS) cresceram 6,7% no trimestre, e a companhia inaugurou 3 novas lojas, encerrando junho com 576 unidades.
Por segmento, o varejo respondeu por R$ 562,0 mi da receita bruta líquida de devoluções, alta de 8,0% ante o 2T25, enquanto serviços financeiros somaram R$ 244,5 mi, aumento de 13,7%, e cartão de crédito gerou R$ 28,0 mi, avanço de 10,7%. A carteira líquida com juros do VerdeCard atingiu R$ 1.047 mi, crescimento de 15,1% em um ano, com atraso acima de 90 dias equivalente a 12,5%, frente a 11,7% no 2T25.
As despesas operacionais somaram R$ 219,2 mi no 2T26, queda nominal de 0,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, com despesas de vendas de R$ 156,0 mi e gerais e administrativas de R$ 67,3 mi. O resultado financeiro líquido foi uma despesa de R$ 43,1 mi, 5,2% maior que no 2T25. O EBITDA ajustado, que exclui plano de opção de ações, efeitos do IFRS-16 e itens não recorrentes, foi de R$ 2,1 mi, ante R$ 2,9 mi um ano antes.
Em 30 de junho de 2026, a dívida líquida ajustada da Lojas Quero-Quero era de R$ 398,9 mi, em linha com os R$ 396,5 mi de um ano antes, com relação dívida líquida ajustada/EBITDA dos últimos 12 meses de 2,9 vezes. No trimestre, os investimentos totalizaram R$ 10,0 mi, queda de 26,5% na comparação anual, incluindo abertura de 3 lojas, reformas, manutenção, além de gastos em logística e tecnologia da informação.








