A Americanas (AMER3) aprovou a eleição de Sebastien Durchon como Diretor Financeiro e de Relações com Investidores, com posse em 1º de dezembro de 2025. Com 27 anos de experiência, o executivo acumula passagens por auditoria, consultoria e indústria, além de ter conduzido o IPO do Carrefour no Brasil, liderado a integração do Grupo Big e entregue um plano de turnaround no Dia que envolveu racionalização de 342 lojas. Desde agosto, ele atuava como vice-presidente financeiro na companhia. O novo CFO/RI assumirá a continuidade do reposicionamento estratégico no pós-recuperação, com foco em crescimento, eficiência, rentabilidade e fortalecimento do relacionamento com clientes, fornecedores e bancos. Camille Loyo Faria seguirá assessorando temas de RJ e processos competitivos de desinvestimento.

Continua após o anúncio

A nomeação consolida a travessia da companhia para uma fase de execução e previsibilidade, reforçando governança e disciplina de comunicação. Em linha com essa narrativa, a Americanas vinha normalizando rotinas de mercado e reduzindo ruído jurídico, como evidenciado pela desistência na arbitragem CAM 268/24 e a eleição de Fernando Soares como CEO. Ao combinar um CFO com histórico de IPO, M&A e reestruturações com uma agenda de disclosure mais estável, a empresa fortalece a interlocução com credores e investidores, alinha expectativas e sustenta a continuidade do plano pós-RJ. A presença de um RI com perfil técnico e vivência em varejo amplia a capacidade de traduzir a execução operacional em métricas compreensíveis para o mercado.

Do lado operacional, o perfil de turnaround de Sebastien dialoga diretamente com a agenda já em curso: foco no varejo físico rentável, digital mais seletivo, disciplina de SG&A e racionalização de lojas. Essa trajetória foi evidenciada nos resultados do 9M25, com EBITDA ajustado em recuperação, SSS em alta e racionalização de 112 lojas. A experiência do executivo em otimização de portfólio e integração deve acelerar a padronização de processos, a busca por produtividade e a melhoria de margens, elementos críticos para sustentar geração de caixa e reduzir o peso do resultado financeiro no pós-RJ. Com um perímetro mais enxuto, a Americanas tende a capturar ganhos recorrentes e reduzir dispersão gerencial.

No eixo de portfólio e liquidez, o CFO terá papel central na calibração de preço, prazo e garantias nos processos competitivos previstos no PRJ, buscando maximizar valor e previsibilidade de caixa. Essa disciplina já apareceu na reapresentação da proposta vinculante da BandUP! para a UPI Uni.Co e o ajuste do right to top às condições de pagamento, que elevou o tensionamento competitivo e protegeu o fluxo de recebimento. Com Camille dedicada à RJ e o CFO/RI conduzindo a frente de investidores, a companhia combina execução de desinvestimentos com governança de mercado, preservando opcionalidade em ativos como HNT e ritmo para avançar no cronograma de simplificação.

Por fim, a chegada de um CFO com forte atuação em mercado de capitais também conversa com a arquitetura societária desenhada no pós-RJ. Microeventos recentes, como o exercício de bônus de subscrição que reforçou a arquitetura de capital do pós-RJ, sinalizam mecanismos de alinhamento funcionando e rotinas corporativas normalizadas. A integração entre governança, eficiência operacional e engenharia de capital é a peça-chave desta nova fase: consolidar a virada, restabelecer credibilidade junto a stakeholders e sustentar um ciclo de crescimento com rentabilidade.

Publicidade
Tags:
AmericanasAMER3