Na terça-feira, 4 de agosto de 2026, a C&A Modas (CEAB3) divulgou que registrou lucro líquido ajustado de R$ 130,1 mi no segundo trimestre de 2026 (2T26), alta de 4,3% em relação ao 2T25, com margem líquida ajustada de 6,2%. O lucro líquido reportado foi de R$ 177,9 mi, queda de 11,2% frente ao mesmo período do ano anterior, influenciado por reversão de provisão de aproximadamente R$ 80,7 mi no 2T26 e pela base mais alta de 2025, quando houve reconhecimento de R$ 154,3 mi ligados à venda da carteira Bradescard.
No 2T26, a receita líquida consolidada da C&A Modas somou R$ 2,08 bi, avanço de 1,2% na comparação anual. A receita líquida de vestuário atingiu R$ 1,89 bi, crescimento de 5,6% sobre o 2T25, enquanto o indicador de vendas em mesmas lojas de vestuário (SSS, crescimento de vendas em mesmas lojas) ficou em 4,1%. Já a receita de mercadorias totalizou R$ 2,00 bi, alta de 1,8%, e os serviços financeiros geraram R$ 78,1 mi, queda de 8,8% após o encerramento da parceria com a Bradescard.
O lucro bruto consolidado no trimestre foi de R$ 1,21 bi, aumento de 3,7% em um ano, com margem bruta de 58,1%, 1,4 ponto percentual acima do 2T25. No vestuário, o lucro bruto chegou a R$ 1,12 bi, com margem de 59,1%, 0,6 ponto percentual maior, marcando o 20º trimestre consecutivo de expansão da margem do segmento. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado pré-IFRS 16 somou R$ 307,0 mi, queda de 2,8%, com margem de 14,7%, enquanto o EBITDA ajustado pós-IFRS 16 foi de R$ 435,9 mi, praticamente estável, com margem de 20,9%.
O canal digital também cresceu: a receita líquida de mercadorias do site e aplicativo foi de R$ 154,3 mi no 2T26, alta de 33,3% frente ao 2T25, passando a representar 7,7% das vendas de mercadorias. O produto financeiro C&A Pay respondeu por R$ 93,4 mi de receita líquida, aumento de 9,4%, com participação de 28,2% nas vendas do varejo e resultado positivo de R$ 15,4 mi, apesar de perda de crédito líquida de R$ 39,8 mi, equivalente a 4,4% da carteira média de até 360 dias.
A companhia encerrou o 2T26 com dívida bruta de R$ 952,2 mi, redução de 26,2% em 12 meses, e posição de caixa, equivalentes de caixa e aplicações financeiras de R$ 782,0 mi, resultando em dívida líquida de R$ 170,2 mi. A alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado pré-IFRS 16 dos últimos 12 meses ficou em 0,2 vez. No trimestre, a C&A Modas investiu R$ 119,6 mi em CAPEX, incluindo novas lojas e reformas, e executou cerca de 85% do programa de recompra de ações, com R$ 64,3 mi em recompras no 2T26, enquanto o Retorno sobre o Capital Investido (ROIC) dos últimos 12 meses atingiu 19,9%.






