Nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, a CELESC (CLSC3, CLSC4) aprovou um novo Plano de Desligamento Incentivado (PDI), com orçamento de R$ 40,86 milhões e 340 empregados elegíveis. Poderão aderir, voluntariamente, empregados admitidos até 31/12/1995 ou com 30 anuênios ou mais, e eletricistas admitidos até 31/12/2000 ou com 25 anuênios ou mais. O período de manifestação vai de 23/01/2026 a 30/01/2026 e os desligamentos estão previstos para 28/02/2026. O PDI inclui incentivo à migração para a modalidade de Contribuição Definida do plano previdenciário, mirando a redução do passivo atuarial. Os impactos financeiros serão apurados ao fim da adesão, conforme comunicado assinado pelo Diretor Financeiro, Julio Cesar Pungan.

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O movimento vai além da redução pontual de custos; é um ajuste da base de pessoal e dos passivos previdenciários para dar agilidade e previsibilidade à execução. Ele dá continuidade ao redesenho organizacional decidido poucos dias antes, sintetizado nas alterações do Estatuto Social aprovadas em 19/01/2026 que redistribuíram atribuições das diretorias e fortaleceram a governança. Ao integrar O&M, reposicionar a comercialização e clarificar alçadas, a companhia encurtou ciclos de decisão e alinhou accountability. Esse arranjo cria terreno para instrumentos como o PDI, permitindo reequilibrar o mix de competências, realocar funções administrativas e acelerar frentes críticas de engenharia, atendimento e digitalização, sem perder controle de risco e compliance.

Sob a ótica financeira, o PDI deve gerar uma despesa pontual na adesão, compensada por alívio perene de folha e menor volatilidade atuarial, preservando capacidade de investimento. Essa racionalização conversa diretamente com o orçamento do ano, que concentra recursos na Distribuição e vincula desembolsos a marcos de execução, como detalhado no CAPEX 2026 de R$ 1,073 bi com foco em rede, medição e TI e contingenciamento atrelado a iniciativas estratégicas. Ao reduzir compromissos de longo prazo e renovar o perfil do quadro, a Celesc reforça condições para entregar obras, manter DEC/FEC sob controle e sustentar a competitividade no ACL sem pressionar o caixa operacional.

Em perspectiva estratégica, a decisão sinaliza disciplina e coerência com o mapa de longo prazo da companhia: ajustar pessoas, custos e previdência ao serviço que se deseja entregar. Essa diretriz está descrita no Plano Diretor 2026/2035 atualizado que prioriza qualidade, redução de perdas e digitalização, que passou a balizar orçamento e alocação de capital. Encadeando governança, orçamento e gestão de pessoas, a empresa consolida a virada operacional iniciada em 2025: prepara a organização para um ciclo de obras mais intenso, aumenta previsibilidade de retorno regulatório e dá tração à digitalização e ao combate a perdas, mantendo foco no core de distribuição e na experiência do cliente.

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