Nesta segunda-feira, 1º de dezembro de 2025, a CELESC informou que o Conselho de Administração aprovou, em 28 de novembro de 2025, a atualização do Plano Diretor de longo prazo “Celesc 2026/2035”. Elaborado com a Roland Berger, o documento define Propósito, Missão, Visão, Valores, Direcionamento e Mapa Estratégico e cumpre o Art. 21, §1º do Estatuto Social. O comunicado complementa o de 18 de dezembro de 2024 e oferece ao mercado um norte único para decisões de investimento, priorizando qualidade do serviço, redução de perdas, digitalização e crescimento organizado. Ao trazer horizonte até 2035, o plano deixa de ser apenas uma visão e passa a balizar orçamento e alocação de capital no curto e médio prazos — inclusive nas deliberações recentes do Conselho sobre 2026, como o CAPEX 2026 consolidado de R$ 1,073 bilhão, com foco em rede, medição e TI e contingenciamento atrelado a iniciativas estratégicas.

Continua após o anúncio

A execução desse mapa estratégico requer previsibilidade de funding e perfil de dívida coerente com o ciclo de obras. Nesse sentido, a companhia estruturou uma ponte de liquidez para atravessar o pico de investimentos mantendo folga de cronograma e flexibilidade de uso dos recursos. A indexação majoritária ao CDI e a amortização concentrada ao final preservam o caixa operacional durante a aceleração de projetos prioritários — das frentes de modernização de medição à digitalização corporativa —, alinhando estrutura de capital e ritmo de capex. Esse desenho foi materializado na 9ª emissão de debêntures de R$ 500 milhões como ponte de liquidez até 2027.

Além do funding, a viabilidade de um plano decenal depende de condições de crédito estáveis e custo de capital competitivo. A comunicação frequente de indicadores operacionais e a governança listada no Nível 2 reforçam previsibilidade, enquanto a demanda resiliente no mercado catarinense sustenta o fluxo regulatório. Esse pano de fundo foi reconhecido novamente pelo mercado de rating, reforçando a capacidade da companhia de financiar sua trajetória estratégica em bases adequadas ao risco. A referência mais recente é a afirmação do rating AA(bra) pela Fitch em 27 de outubro de 2025.

Do lado operacional, a atualização do Plano Diretor chega após um semestre de tração em volumes, qualidade e execução de investimentos, elementos que dão lastro à ambição 2026/2035. Indicadores como DEC e FEC abaixo dos limites regulatórios e perdas em queda mostram que a priorização de rede e TI já se traduz em serviço mais estável, condição essencial para metas de longo prazo. Financeiramente, a combinação de reajuste tarifário, maior participação do mercado livre e disciplina de custos resultou em rentabilidade compatível com a manutenção do ciclo de capex, como evidenciou os resultados do 3T25, com EBITDA de R$ 420,5 mi e capex de R$ 385,7 mi.

Publicidade
Tags: