Em 19 de janeiro de 2026, a CELESC aprovou em AGE alterações no Estatuto Social que rebatizam diretorias e redistribuem atribuições para “aperfeiçoar a organização interna e fortalecer a governança”, em linha com seu selo Nível 2 da B3. Entre os ajustes, Finanças e RI passa a Diretoria Financeira e absorve novos negócios e projetos; Gestão Corporativa torna-se Diretoria Administrativa e incorpora a comercialização de energia; a antiga Diretoria de Distribuição vira Diretoria de Engenharia e Obras, concentrando planejamento, engenharia e execução; a antiga Diretoria de Geração, Transmissão e Novos Negócios passa a Diretoria de Operação e Serviços, unificando operação e manutenção de geração e distribuição; Regulação incorpora controles internos, e o Jurídico passa a abrigar riscos, compliance e privacidade. Este movimento dá continuidade à reeleição da diretoria executiva para 2026/2027, preservando accountability sobre metas e coerência de alçadas para um biênio de forte execução.
A decisão alinha-se com a priorização de qualidade, redução de perdas e digitalização ao reposicionar “quem decide o quê” em temas críticos: centraliza obras em Engenharia e Obras para acelerar a carteira, integra O&M em Operação e Serviços para ganhar produtividade e estabilidade regulatória, e realoca compliance e riscos para reforçar os pilares de governança. Ao deslocar novos negócios para a Financeira e a comercialização para a Administrativa, a companhia separa originação, avaliação de investimentos e monetização comercial sob fluxos claros de decisão. Essa arquitetura organizacional materializa, em estruturas e processos, o Plano Diretor 2026/2035 atualizado, que já vinha orientando orçamento, pessoas e capital.
Na prática, o redesenho prepara a empresa para o pico de obras e para métricas regulatórias mais desafiadoras, conectando execução no campo (planejamento, engenharia e obras) com operação, manutenção e atendimento. Ao mesmo tempo, a migração de geração distribuída para Engenharia e Obras e a unificação da gestão de serviços reduzem sobreposições e encurtam o ciclo de entrega. Este marco representa a engrenagem organizacional necessária para cumprir o CAPEX 2026 de R$ 1,073 bi com foco em rede, medição e TI, transformando diretrizes de longo prazo em cadência de projetos, com governança e responsabilidades distribuídas para sustentar qualidade (DEC/FEC), eficiência e retorno regulatório.






