A CELESC aprovou, em 28 de novembro, o CAPEX 2026 consolidado de R$ 1,073 bilhão: R$ 1,014 bilhão para a Distribuição e R$ 59 milhões para a Geração. Na Distribuição, destacam-se R$ 703 milhões para ampliação e melhoria do sistema elétrico, R$ 78 milhões para a área comercial com foco em medição, R$ 33,8 milhões em máquinas, equipamentos e veículos técnicos e R$ 92,7 milhões em hardware e software corporativo, além de valores menores em veículos e itens operacionais. Do total, R$ 205,3 milhões foram aprovados de forma contingenciada, vinculados à execução de iniciativas estratégicas ao longo de 2026. Parte dos investimentos possui participação e/ou contrapartida do consumidor conforme regras regulatórias, e há previsão adicional de R$ 308 milhões com recursos do Convênio ICMS. Na Geração, o plano prevê R$ 8,4 milhões para Novos Negócios, R$ 48,2 milhões para ampliação e melhorias das usinas e R$ 1,1 milhão em ativos não elétricos.

Continua após o anúncio

Este movimento dá continuidade ao ciclo de investimentos que a companhia vinha preparando na estrutura de capital. A preparação de funding ficou evidente com a 9ª emissão de debêntures de R$ 500 milhões com vencimento em 2027, concebida como ponte de liquidez para atravessar o pico de capex sem pressionar o cronograma de amortizações no curto prazo. A indexação ao CDI mantém coerência com o passivo e, combinada à parcela de recursos do Convênio ICMS, aumenta a flexibilidade para priorizar obras de rede, medição e TI. O contingenciamento de R$ 205,3 milhões condiciona parte do desembolso à entrega de iniciativas estratégicas, favorecendo retorno regulatório e mitigação de riscos. Além disso, os resultados do 3T25, com EBITDA robusto e capex de R$ 385,7 milhões já sinalizaram tração operacional e execução disciplinada do plano.

Dessa forma, o CAPEX 2026 consolida a estratégia iniciada nos trimestres recentes: reforçar a infraestrutura, acelerar a modernização da medição e digitalizar processos para sustentar qualidade (DEC/FEC) e reduzir perdas. A tração observada no 2º semestre, com base de clientes em expansão e demanda resiliente no mercado catarinense, sustenta a tese de que o foco em rede e TI deve preservar indicadores regulatórios e melhorar a experiência do cliente, enquanto a vinculação de parte dos investimentos a marcos estratégicos reduz o risco de execução. Esse pano de fundo também dialoga com a afirmação do rating AA(bra) pela Fitch em 27 de outubro de 2025, que reforça condições para financiar a expansão a custo competitivo. Em suma, o orçamento aprovado para 2026 não é um ponto fora da curva, mas a continuidade lógica de um ciclo de investimento financiável, orientado à qualidade e à estabilidade dos fluxos sob o modelo regulatório.

Publicidade
Tags: