Nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, a CELESC (CLSC3, CLSC4) informou que seu Conselho de Administração aprovou a alienação da participação de 32,5% detida por sua subsidiária integral, Celesc Geração S.A., na Companhia Rondinha Energética S.A. A proposta de aquisição da totalidade dessa fatia foi apresentada pelo FIP Pirineus, sócio com 67,50% do capital social. A PCH Rondinha, localizada em Passos Maia (SC), tem 9,60 MW de capacidade instalada, 5,48 MW de garantia física e outorga válida até 3 de outubro de 2045. Sujeita às formalidades legais, a operação sinaliza rotação de portfólio em geração e simplificação societária, dando continuidade ao redesenho de governança e fluxos decisórios que concentrou O&M e realocou a agenda de novos negócios e comercialização, conforme as alterações do Estatuto Social e redistribuição de atribuições aprovadas em 19/01/2026. Na prática, uma alienação desse tipo tende a reduzir complexidade de ativos não controlados e liberar capacidade gerencial para a execução de projetos prioritários, mantendo alinhamento entre originação, avaliação e desinvestimento e as áreas responsáveis por funding e retorno regulatório, além de acelerar decisões de obras e serviços.
Do ponto de vista de alocação de capital, a saída de uma participação minoritária em PCH dialoga com o orçamento de 2026, que privilegia a Distribuição (rede, medição e TI) e reserva montantes pontuais para Geração. Nesse desenho, a companhia preserva foco em ativos sob seu controle e em iniciativas que elevem qualidade (DEC/FEC), reduzam perdas e avancem a digitalização, conforme o CAPEX 2026 de R$ 1,073 bi, com R$ 59 mi na Geração e prioridades em rede, medição e TI. Ao reduzir a dispersão de capital em participações passivas, a Celesc fortalece a coerência entre orçamento, execução e métricas regulatórias, mitiga risco de alocação subótima em estruturas acionárias sem controle e sustenta a capacidade de financiar a carteira em um ciclo de obras mais intenso, com desembolsos condicionados a marcos estratégicos para proteger retorno regulatório.
Estratégicamente, a operação se encaixa na narrativa de longo prazo que orienta decisões de investimento, reforçando disciplina e crescimento organizado. A venda de uma fatia minoritária em geração não descaracteriza a presença no segmento, mas evidencia prioridade no core de distribuição e em ativos onde a companhia captura integralmente eficiência operacional e estabilidade regulatória, em linha com o Plano Diretor 2026/2035 atualizado que baliza orçamento e alocação de capital. Com governança fortalecida e funding já estruturado, o movimento sinaliza uma Celesc mais seletiva na expansão: recicla capital em ativos periféricos, preserva liquidez para o pico de obras e mantém previsibilidade de entrega e retorno.







