A Dexco (DXCO3) comunicou o encerramento da oferta pública de CPR‑Fs da Duratex Florestal, em série única, no montante de R$ 1,6 bilhão, com vencimento em até 8 anos e remuneração de 100% do CDI. Segundo a companhia, a captação eleva caixa e liquidez e avança a agenda de liability management ao alongar o prazo médio e otimizar o perfil do endividamento. Este marco representa a conclusão da fase iniciada com a ampliação da 1ª emissão de CPR‑Fs para R$ 1,6 bilhão (prazo de 8 anos), que estruturou um funding dedicado ao negócio florestal e casado ao ciclo da madeira, preservando a tesouraria da holding.

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Em continuidade, a companhia tem usado a folga de liquidez para simplificar o passivo e reduzir risco de refinanciamento. Diferentemente de momentos em que havia concentração de vencimentos, o 4º tri de 2025 marcou a retirada de passivos considerados caros, como no resgate antecipado das Notas Comerciais da 1ª emissão, de R$ 300 milhões. A captação atual, com prazos longos e custos compatíveis com o perfil agroflorestal, reforça essa virada: substitui passivos de menor qualidade por dívida casada ao ativo, melhora a previsibilidade financeira e sustenta a queda de despesas financeiras ao suavizar o “muro” de 2026.

No operacional, a Dexco tem monetizado excedentes de madeira sem afetar a autossuficiência industrial, o que reforça o caixa no curto prazo e adiciona flexibilidade à estratégia. Esse movimento apareceu na venda de ~1,2 milhão de m³ de madeira em pé, caixa‑positiva e alinhada à desalavancagem. Em conjunto, a arquitetura se repete: segregar o funding florestal via CPR‑Fs, reduzir o custo e o risco do passivo na holding e, então, destravar valor com parcerias e comercialização de excedentes — um encadeamento que fortalece a resiliência e a capacidade de investimento da companhia.

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